Dois espanhóis entre os 62 mortos na queda de avião russo

Uma das caixas negras do avião já foi encontrada. Erro técnico ou mau tempo estarão na origem do acidente

A Companhia aérea FlyDubai assegurou que vai investigar o mais rapidamente possível o acidente com o seu voo, que hoje vitimou 62 pessoas na Rússia, enquanto as autoridades russas anunciaram terem encontrado umas das caixas negras do avião.

Um Boeing 738 da FlyDubai despenhou-se hoje de madrugada, às 00:50 em Lisboa, a uns 250 metros da pista de aterragem em Rostov-on-Don, no sul daRússia, causando a morte a 55 passageiros (18 homens, 33 mulheres e quatro crianças) e sete tripulantes.

O fabricante aeronáutico dos Estados Unidos Boeing também se ofereceu para prestar assistência técnica na investigação do acidente aéreo.

"A Boeing está pronta para prover assistência técnica quando o peçam as agências governamentais que levam a cabo a investigação", informou a empresa em comunicado, no qual se solidarizou com as famílias e amigos das vítimas, a quem enviou seus "pensamentos e orações".

A FlyDubai assegurou que irá investigar "o mais rapidamente possível" o acidente do seu voo FZ 981, num comunicado emitido pela companhia, na qual assinalou que está a reunir toda a informação à volta do acidente da forma mais rápida possível e que vai publicar todos os detalhes, à medida que dispuser da informação.

As autoridades dos Emirados Árabes Unidos criaram uma equipa de 50 pessoas para investigar o acidente e o diretor da aviação civil do emirato, Seif al-Sewidi, informou que o seu departamento abriu um gabinete para comunicar com os familiares das vítimas e prestar-lhes assistência.

As autoridades russas anunciaram que já localizaram uma das caixas negras do avião da FlyDubai, continuando "as buscas pela segunda".

"O avião ficou destruído. Nestes momentos, os peritos trabalham na localização dos restos do Boeing e de fragmentos de corpos humanos", revelou à Interfax uma fonte dos serviços de emergência russos.

A maior parte dos restos "estão dispersos num raio de 200 metros ao redor do local da queda", acrescentou.

Embora os primeiros dados apontem para o mau tempo como causa mais provável do acidente, os investigadores admitem varias possibilidades, "entre elas um erro da tripulação do avião, uma falha técnica da aeronave e as más condições meteorológicas".

No Boeing 738 viajavam 55 passageiros (18 homens, 33 mulheres e quatro crianças) e sete tripulantes, que morreram quando o aparelho chocou contra o solo, cerca das 00:50 em Lisboa, a uns 250 metros da pista de aterragem, revelaram as autoridades aeroportuárias.

O ministério russo de Situações de Emergência confirmou às autoridades de Espanha que dois espanhóis faziam parte da tripulação do avião, integrada por seis estrangeiros e um russo.

Anteriormente, o cônsul geral da Rússia no Dubai tinha informado os meios russos de que, entre os membros da tripulação, havia cidadãos estrangeiros, de Espanha e de Chipre, e que o capitão da aeronave tinha nacionalidade grega.

O aparelho, que realizou o seu primeiro voo comercial em dezembro de 2010, teve o acidente na sua segunda tentativa de aterragem, devido previsivelmente à falta de visibilidade provocada por uma densa névoa e a chuva e o vento fortes.

Quase todos os passageiros do voo FZ 981 eram cidadãos russos - com exceção de três ucranianos, um indiano e um uzbeque -, que regressavam de férias no Dubai.

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