Detido em Madrid líder de célula terrorista

Foram ainda detidos três outros elementos do grupo ligado ao Estado Islâmico que tinha sede em Marrocos.

A notícia é avançada pela imprensa espanhola: o líder de uma célula do Estado Islâmico com sede em Marrocos foi preso em Madrid. As autoridades marroquinas desmantelaram uma célula terrorista de um grupo ligado ao Daesh, numa operação conjunta com a polícia espanhola.

O cabecilha da rede foi detido em Madrid e os outros três membros foram presos na região de Nador (nordeste de Marrocos). A investigação tenta agora apurar se a célula estava a preparar o terreno para se fixar em Espanha.

De acordo com o jornal El Mundo, o líder da célula terrorista foi detido em Guadalajara e os outros três membros foram presos na região de Nador (nordeste de Marrocos) - em Farjana e Beni Nsar. Um dos detidos é irmão de um jihadista que tem estado ativo nos combates na região da Síria.

Os quatro homens, com idades entre os 24 e os 39 anos, "aderiram às campanhas de propaganda dos atos sanguinários do Daesh em retaliação pela morte do suposto chefe desta organização terrorista", diz o comunicado das autoridades, citado pelo jornal.

O grupo encontrava-se regularmente para avaliar o desenvolvimento da situação na Síria e para planear atos terroristas "em resposta a repetidas solicitações dos líderes do Daesh para escolher diferentes países como alvos.

"Durante esta operação, equipamentos eletrónicos, telemóveis, documentos extremistas e capuzes foram confiscados", diz ainda o comunicado das autoridades, citado pela imprensa espanhola.

Dezembro e véspera de Natal são datas escolhidas por terroristas

O desmantelamento desta célula acontece dias depois de o governo espanhol, através do Ministério das Relações Exteriores e da Defesa, recomendar que os espanhóis não viajassem para o Saara depois de terem recebido uma informação "sólida" de que havia uma célula terrorista na região e que tinha cidadãos espanhóis como alvo.

Nas últimas horas, a Guarda Civil e a Polícia Nacional detetaram e destruíram vários arsenais com armas e dispositivos explosivos caseiros. Em princípio, não estarão relacionados com conspirações terroristas, mas podem servir como mercado negro de venda de armas também para grupos terroristas.

De acordo com especialistas antiterrorismo, a época de dezembro, principalmente a véspera de Natal, é uma altura em que as atividades criminosas dos radicais islâmicos na Europa tendem a ser mais frequentes.

O EL Mundo recorda que as últimas operações conjuntas dos dois países tiveram lugar em maio do ano passado, quando uma célula composta por cinco terroristas foi desmantelada, e em setembro de 2017, quando outra célula composta por seis jihadistas foi aniquilada pelas autoridades.

Segundo dados do Ministério do Interior marroquino, o país desmantelou 13 células jihadistas até ao final de outubro de 2019.

(Notícia atualizada às 10:29)

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