Desnuclearização. Trump envia carta a líder norte-coreano Kim Jong Un

O presidente dos Estados Unidos enviou uma carta ao líder norte-coreano sobre as negociações em curso para a desnuclearização entre Washington e Pyongyang. A carta sugere uma nova reunião entre os dois líderes.

A carta de Donald Trump a Kim Jong-un sugere que a segunda ronda de negociações para a desnuclearização seja feita entre os dois num novo encontro. De acordo com uma fonte próxima das negociações, o ex-chefe da espionagem da Coreia do Norte, Kim Yong Chol - um dos principais negociadores de Pyongyang - poderia visitar Washington esta semana para finalizar os detalhes sobre o encontro.

A CNN já tinha noticiado que equipas de reconhecimento dos EUA visitaram Banguecoque, Hanói e o Havai à procura de um local para o segundo encontro.

Na semana passada, o presidente sul-coreano Moon Jae-in deu o seu apoio a uma outra reunião Trump-Kim, que a par de uma visita de Kim a Seul, considerou que poderia ser um ponto no processo de paz na Península Coreana. "Não vamos afrouxar a guarda até que a promessa de desnuclearizar a península seja mantida e a paz seja totalmente institucionalizada", acrescentou Moon.

Após anos de isolamento, Kim realizou várias cimeiras diplomáticas em 2018. Reuniu com Moon, Trump e o presidente chinês Xi Jinping. Até agora os acontecimentos sugerem que 2019 também será um ano movimentado. Na semana passada, ele fez uma vista surpresa a Pequim para se reunir novamente com Xi. Esta reunião serviu para enfatizar que Pyongyang tem parceiros além de Seul e Washington, como a China, que continua a ser um ator importante em qualquer ação futura para desnuclearizar a Península da Coreia.

O líder norte-coreano deveria ter visitado a capital sul-coreana em dezembro, mas a cimeira foi repetidamente adiada porque o processo de desnuclearização e as negociações entre Pyongyang e Washington passaram por dificuldades. Embora ainda seja o maior sucesso da política externa de Trump, a primeira reunião do presidente dos Estados Unidos com Kim foi criticada por não terem sido conseguidos compromissos firmes por parte do líder norte-coreano.

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