Encontrada cidade faraónica com mais de sete mil anos

Cidade pode ser a capital mais antiga do tempo dos faraós até hoje encontrada

Arqueólogos egípcios encontraram vestígios de cidade e de um cemitério com mais de sete mil anos, que deverão ter sido construídos ainda durante a Primeira Dinastia de faraós. Os vestígios arqueológicos foram descobertos perto do rio Nilo e perto do Templo de Seti, em Abidos, segundo o Ministério das Antiguidades do país.

A cidade era provavelmente habitada por importantes membros do regime e pelos coveiros que cavavam os túmulos. Até ao momento foram encontrados 15 grandes túmulos, alguns maiores do que os feitos para os reis enterrados em Abidos, segundo o comunicado do ministério, cabanas, pedaços de cerâmica e ferramentas de ferro.

"O tamanho dos túmulos descobertos no cemitério é, em alguns casos, maior do que os túmulos reais em Abidos que remontam à Primeira Dinastia, o que prova a importância das pessoas lá enterradas e a sua elevada posição social durante esta era da antiga história do Egito", revelava o comunicado do Ministério das Antiguidades, citado pela Reuters.

Abidos é uma das mais antigas cidade egípcias e era tida como uma cidade sagrada, como comprovam os vários templos nela construídos. A descoberta dos túmulos pode significar que a cidade é também a mais antiga a capital conhecida do regime faraónico.

"A cerca de uma milha [1,6 quilómetros] de onde dizem que está este material temos a necrópole com túmulos reais [construídos] desde antes da história ao período em que começamos a saber os nomes da realeza e a identificar reis", afirmou o egiptólogo Chris Eyre da Universidade de Liverpool, Inglaterra, à BBC. "Então, esta parece ser a cidade capital mesmo no princípio da história egípcia", acrescenta.

A descoberta pode dar um novo um impulso ao turismo. Desde a queda de Hosni Mubarak, em 2011, que o setor, que é uma das principais fontes de receita, tem sido fortemente afetado, segundo a Reuters. Em 2010, 14,7 milhões de pessoas visitaram o Egito, enquanto no primeiro trimestre de 2016 este número baixou para 1,2 milhões.

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