Covid-19. As 24 horas mais mortíferas em Itália

É a segunda vez que o país tem mais vitimas mortais num dia do que a China, o epicentro do coronavírus. Itália já contabiliza 197 mortos e 4636 infetados.

Itália bateu, pelo segundo dia consecutivo, o recorde do país com o maior número de mortos por coronavírus, nas últimas 24 horas. Morreram mais 49 pessoas, segundo o balanço diário feito pela Proteção Civil italiana, aumentando o número total de vitimas mortais para 197. Esta sexta-feira (6 de março), foi ainda anunciado o primeiro caso positivo de Covid-19 no Vaticano.

Os italianos passaram a ter 4636 casos notificados de infeção por coronavírus. É o quarto país com mais registos da doença (ficando atrás da China, Coreia do Sul e Irão), mas o segundo onde há mais mortos. O primeiro é a China, o epicentro do vírus que surgiu na província de Hubei no final do ano passado.

Para conter a propagação do surto, encerram-se lojas, bares, todas as escolas e universidades, até 15 de março, cancelaram-se eventos e missas foram suspensas. Na diocese de Roma, todas as atividades, como casamentos, retiros espirituais e peregrinações, também foram adiadas, no dia em que foi confirmado o primeiro caso no estado do Vaticano. O doente encontrava-se num centro médico, que entretanto fechou as portas para desinfeção.

As regiões italianas mais afetadas continuam a localizar-se no norte do país e são respetivamente a Lombardia, Emília-Romanha e Veneto, de acordo com informação do ministério da Saúde, citada pelo jornal Corriere della Sera. No entanto, o surto já está espalhado por todo o mapa, de norte a sul, incluindo as ilhas. Na Sicília - a maior ilha do Mediterrâneo - há 24 casos confirmados. Quanto ao perfil destes cidadãos, continuam a ser, na sua maioria, idosos ou pessoas de risco, com o sistema imunitário debilitado, características coincidentes com os infetados no resto do mundo.

As fronteiras permanecem abertas. Apesar da queda drástica dos turistas no país, que optaram por cancelar viagens, estas não estão proibidas. Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) remete para as indicações da Organização Mundial de Saúde - que não emitiu nenhuma restrição nesse sentido -, mas pede aos portugueses que tenham em conta as informações divulgadas e alertam para o risco associado. E caso os cidadãos optem por viajar, a DGS aconselha atenção às indicações das autoridades de saúde locais e, perante manifestação de sintomas, um telefonema para a linha SNS 24 (808 24 24 24), uma vez que a deslocação às urgências pode contribuir para a propagação do vírus.

O Covid-19 identificado na província chinesa de Hubei, em dezembro do ano passado, já provocou 101 565 infetados no mundo inteiro, de acordo com os últimos dados disponíveis, e destes 56 106 já recuperaram. Também foram registadas 3461 mortes, 3042 atribuídas à China.

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