Coronavírus. Alemanha confirma mais dois casos. São já 16 no país

As autoridades alemãs indicaram que os novos casos foram detetados no sul da Baviera. São já 16 as pessoas infetadas na Alemanha pelo novo coronavírus, detetado em dezembro na cidade chinesa de Wuhan.

A Alemanha confirmou esta terça-feira mais dois casos de coronavírus e eleva para 16 o número de pessoas infetadas no país desde que o surto começou na cidade chinesa de Wuhan, em dezembro do ano passado.

O ministro da Saúde da Baviera, citado pela Reuters, indicou que as duas pessoas infetadas estão relacionadas com os casos de infeção registados numa empresa situada em Starnberg, a oeste de Munique. Trata-se da Webasto, fornecedora de peças para automóveis, que em janeiro revelou que um funcionário chinês foi diagnosticado com o novo coronavírus quando regressou à China. Esse mesmo trabalhador esteve na empresa numa sessão de formação e terá infetado vários colegas.

A epidemia causada pelo novo coronavírus, que provoca uma doença que foi esta terça-feira oficialmente designada Covid-2019 pela Organização Mundial de Saúde (OMS), já fez mais de mil mortos. O número de infetados ultrapassa os 42 mil e há mais de 20 países afetados pelo surto.

Ameaça mundial "muito séria", diz a OMS

"Com 99% dos casos na China, (a epidemia) continua a ser uma emergência real para este país, mas também é uma ameaça muito séria para o resto do mundo", alertou esta terça-feira o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, na abertura de uma reunião com cerca de 400 cientistas em Genebra destinada a deter a epidemia.

"Aproveitar o poder da ciência é fundamental para controlar este surto. Há respostas de que precisamos e ferramentas que temos de desenvolver o mais rapidamente possível. A OMS está a desempenhar um papel de coordenação, reunindo a comunidade científica para identificar prioridades de pesquisa e acelerar o progresso", afirmou o diretor-geral da organização numa declaração escrita.

Também esta terça-feira, a OMS estimou que uma vacina contra o novo coronavírus detetado na China deve demorar cerca de um ano e meio a ser desenvolvida.

"A primeira vacina poderá estar pronta em 18 meses. Agora temos de nos preparar para usar as armas que temos ao nosso alcance para lutar contra este vírus", declarou Tedros Adhanom Ghebreyesus, em conferência de imprensa em Genebra.

Em Portugal, o quinto e sexto casos suspeitos de coronavírus, validados na segunda-feira, deram negativo após a realização de análises laboratoriais, informou a Direção-Geral da Saúde (DGS). Até ao momento, não existe nenhuma pessoa portadora do coronavírus no nosso país.

Já o período de isolamento profilático a que se submeteram os 20 cidadãos repatriados da China termina no fim de semana. "No sábado irão para suas casas", anunciou Graça Freitas, diretora-geral de Saúde numa conferência de imprensa. De sábado para domingo cumpre-se o prazo de 14 dias desde que deixaram Wuhan, e que é o período de tempo em que pode haver a incubação da doença, regra que está a ser seguido pelas autoridades de saúde internacionais.

Antes de deixarem o hospital, estas 20 pessoas irão realizar um teste final, a cargo do Instituto Nacional Ricardo Jorge, para se confirmar que não têm a doença. Graça Freitas refere que estes portugueses "têm estado bem e não têm apresentado sintomas".

A responsável da Direção-Geral de Saúde elogiou novamente o "elevado civismo e cidadania" demonstrados por este grupo de portugueses que se voluntariou para ficar em isolamento após o regresso a Portugal, já que não é permitido por lei decretar a sua quarentena.

A diretora-geral diz que tudo está a ser feito para que o país esteja preparado para a eventualidade do vírus se propagar. Todos os planos de contingência, medidas de orientação e de resposta estão em curso com o envolvimento de todas as entidades, desde os serviços centrais do Ministério da Saúde, às regiões autónomas e a toda a rede de saúde pública, incluindo entidades como o INEM e o Infarmed.

"A nossa capacidade de deteção de casos suspeitos, e de transporte até aos hospitais de referência existe e tem funcionado", afirmou Graça Freitas, lembrando os seis casos que foram objeto de testes no país deram todos negativo.

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