Cinco pessoas detidas no âmbito dos assassinatos cometidos pelo radical muçulmano, Mickaël Harpon

Detidos alegados cúmplices de homem que matou quatro colegas.

Cinco pessoas foram detidas na noite de domingo por terem relações com o polícia que assassinou quatro dos seus colegas no dia 3 de outubro, na câmara municipal de Paris, divulgaram esta segunda-feira os média franceses.

Segundo a rádio France Info, as detenções ocorreram no departamento de Val d'Oise, na região de Paris.

A mulher do assassino, Mickaël Harpon, foi mantida sob custódia para ser interrogada após o ataque, mas acabou por ser libertada sem acusação.

O autor do ataque, Mickaël Harpon, foi abatido por um agente no pátio da sede da polícia da capital francesa, na altura do crime.

A responsabilidade pela investigação do caso foi passada à procuradoria de combate ao terrorismo.

Foram recolhidos dados que sugeriram que o ataque poderia estar relacionado com a radicalização religiosa de Harpon, que se converteu ao Islão há cerca de 10 anos.

Harpon, de 45 anos, trabalhava como informático na prefeitura da polícia de Paris desde 2003, no departamento de informação.

Em janeiro de 2015, disse a um colega que achava justo o ataque terrorista contra o jornal semanário satírico "Charlie Hebdo", que fez 12 mortos e vários feridos em Paris.

No entanto, nem esse nem outros aspetos que evidenciaram a sua radicalização foram adicionados à sua ficha.

De qualquer forma, muitas questões permanecem sem resposta neste ataque, que não foi reivindicado por algum grupo extremista.

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