China pede a Rússia e EUA que evitem confronto

Ministro chinês afirmou que a "solução política" é a única opção viável e "a forma correta" de resolver o conflito sírio

O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, urgiu hoje os Estados Unidos da América e a Rússia a evitarem a confrontação, face à crise na Síria, num período de renovada tensão entre Washington e Moscovo.

"É importante que a comunidade internacional se mantenha unida e apoie o papel da ONU como líder do processo (para solucionar o conflito)", destacou hoje Wang, numa conferência de imprensa.

O ministro chinês afirmou que a "solução política" é a única opção viável e "a forma correta" de resolver o conflito sírio.

"A China urge todas as partes envolvidas, em particular os EUA e a Rússia, a aumentar a sua comunicação e cooperação e evitar a confrontação e o conflito", disse Wang Yi.

As suas declarações surgem num momento em que a relação entre EUA e Rússia atingiu o "ponto mais baixo de sempre", segundo assinalou o presidente norte-americano, Donald Trump, após Washington ter atacado uma base militar do Governo sírio de Bashar Al-Assad, na primeira intervenção direta dos EUA desde o início da guerra civil.

Trump ordenou o ataque como represália pelo ataque químico ocorrido na semana passada na Síria, alegadamente perpetuado pelo regime de Assad.

O presidente russo, Vladimir Putin, insistiu que não existem provas do uso de armas químicas por tropas sírias.

A China não criticou nem apoiou diretamente a decisão de Washington.

Wang Yi apelou hoje a que se realize uma investigação independente sobre o ocorrido e considerou que, "se forem tomadas ações, deve-se levar a cabo no âmbito da ONU e com base nos objetivos e princípios da Carta das Nações Unidas e das normas internacionais".

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