Bolsonaro cancelou "churrasco" e disse que era "fake"

Presidente brasileiro foi criticado por evento que estava previsto para este sábado, quando número de mortos por coronavírus deve superar os dez mil no Brasil.

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, apelidou de "fake" (falso) o churrasco que o próprio disse que estaria a ser preparado para este sábado no Palácio da Alvorada, com os media brasileiros a indicar contudo que os convidados foram alertados do cancelamento na sexta-feira. A iniciativa estava a ser alvo de críticas, já que coincidia com o dia em que o Brasil deve ultrapassar as dez mil mortes por coronavírus.

"Alguns jornalistas idiotas criticaram o churrasco FAKE, mas o MBL [Movimento Brasil Livre] se superou, entrou com AÇÃO NA JUSTIÇA", escreveu Bolsonaro no Twitter.

O MBL deu entrada com o processo na sexta-feira, para travar a iniciativa, exigindo que se este se realizasse o presidente devia ser multado em cem mil reais e o valor reverter para a luta contra o coronavírus, segundo o jornal A Folha de S. Paulo .

O "churrasco da morte", como alguns lhe chamaram, estava marcado para este sábado com os convidados a serem esperados a partir das 7.30 para um jogo de futebol, segundo O Globo. O mesmo jornal escreve que os convidados foram alertados apenas na véspera para o cancelamento do evento.

Na quinta-feira, quando anunciou o churrasco, Bolsonaro disse que havia 30 convidados e que eles teriam que pagar uma "vaquinha" de 70 reais para contribuir para os gastos. O vice-presidente Hamilton Mourão brincou com o preço na sexta-feira, dizendo que "tá muito caro" e dizendo que o presidente ainda não tinha falado com ele.

O Brasil registou nesta sexta-feira o maior aumento diário do número de mortes -- 751, com o registo de um total de 9897 mortes desde o início da pandemia. Houve ainda um aumento diário de 10 222 casos, aumentando o total para 145.328 pessoas infectadas.

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