Ataques antissemitas nos Estados Unidos diminuem 5% em 2018

Já no ano de 2017 registou-se o maior número de ataques em mais de duas décadas.

Um grupo de defesa dos direitos cívicos judaico anunciou esta terça-feira que os ataques antissemitas em 2018 nos Estados Unidos diminuíram 5% em relação a 2017. A organização não-governamental Liga Antidifamação divulgou o relatório anual de ataques contra pessoas e instituições judaicas, três dias depois de um atirador ter matado uma mulher e ferido três pessoas, incluindo um rabino, numa sinagoga no sul da Califórnia.

O grupo, com sede em Nova Iorque, contabilizou 1879 incidentes antissemitas em 2018, uma redução de 5% em relação aos 1986 casos registados em 2017, o número mais elevado em mais duas décadas.

No ano passado, a Liga contou 59 vítimas de ataques antissemitas, incluindo os 11 mortos e dois feridos num tiroteio, numa sinagoga em Pittsburgh. Em 2017, tinham sido contabilizadas 21 vítimas.

No sábado, o presumível autor do ataque na sinagoga de Poway, a 30 quilómetros a norte de San Diego, escreveu um manifesto antissemita nas redes sociais e reconheceu ter-se inspirado no massacre de 15 de março na Nova Zelândia.

O presumível autor do tiroteio ocorrido no sábado numa sinagoga no sul da Califórnia foi acusado, na segunda-feira, do homicídio de uma mulher e de três tentativas de homicídio.

O homem, de 19 anos, identificado como John T. Earnest, foi também acusado pelo ministério público de San Diego de fogo posto.

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