Alunos fazem exames com caixotes na cabeça para não copiarem

Diretor de escola secundária na cidade indiana de Haveri pediu desculpa por ter divulgar fotos de uma experiência para combater a fraude aos testes.

E se os professores obrigassem os alunos a usar uma caixa de papelão na cabeça para impedir que eles copiassem durante os testes? Esta ideia insólita aconteceu mesmo numa escola secundária na cidade de Haveri, na Índia, na passada quarta-feira como uma experiência validada pelo diretor da escola M. B. Sateesh.

As fotos dos alunos com as caixas na cabeça numa sala de aulas foram entretanto publicadas no site oficial da escola e rapidamente tornaram-se virais e polémicas, tendo inclusive a direção da escola acabado por pedir desculpa por as fotos terem sido tornadas públicas.

O objetivo desta medida era limitar a visão periférica dos alunos por forma a combater a fraude nos testes, razão pela qual as caixas apenas tinham uma pequena abertura, suficiente para que os alunos pudessem ver a folha de teste.

A escola foi alvo de uma série de críticas por parte da sociedade indiana através nas redes sociais. E até o ministro da educação indiano, Suresh Kumar, fez uma publicação no Twitter na qual dizia que esta prática era "totalmente inaceitável". "Ninguém tem o direito de tratar os estudantes como animais. Este tipo de perversão será tratada adequadamente", avisou.

O diretor da escola enviou entretanto às autoridades governamentais uma explicação por escrito sobre esta alegada experiência na qual fez um pedido de desculpas formal. Sateesh garantiu que o teste era facultativo e que os pais tinham sido avisados com antecedência, pelo que apenas estavam envolvidos os alunos cujos pais tinham autorizado, acrescentando que dos 72 alunos que realizaram exames, apenas 56 participaram na experiência. "Eles disseram que estavam confortáveis ​​com a experiência", disse Sateesh, acrescentando que "nenhum aluno foi perseguido" e que "alguns estudantes participaram deste teste, outros não".

Ainda de acordo com o responsável máximo da escola de Haveri, foram os próprios estudantes que levaram caixas de papelão para a escola, garantindo que muitos deles tiraram-nas após 15 a 30 minutos.

Refira-se que esta escola - Bhagat Pre-University College - tem enfrentado um problema generalizado de fraude nos testes, tendo esta sido uma experiência para combater as chamadas cábulas. Este é um problema comum na Índia, tendo em 2015, em Bihar, ficado famoso uma situação em que pais e familiares escalaram as paredes exteriores de um colégio para passarem informações aos alunos que faziam exames finais.

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