"A Páscoa pode ser o novo Natal", sugere ministro britânico

Boris Johnson não quer ficar como o primeiro-ministro que cancelou o Natal e deixa a decisão na consciência de cada família, mas o ministro da Habitação sugere que se adiem as reuniões familiares para a Páscoa

O governo do primeiro-ministro Boris Johnson considera que cada famíliaa deverá tomar as suas próprias decisões sobre as reuniões de Natal, mas devido ao atual risco elevado da pandemia de covid-19, esperar pela Páscoa será o mais recomendado, afirmou esta quarta-feira (16) o ministro Robert Jenrick.

Depois de impor as restrições mais duras da história britânica em tempos de paz, Johnson tenta evitar tornar-se o primeiro-ministro que cancelou o Natal, apesar de e Reino Unido ter o sexto pior número oficial de mortes por Covid-19 no mundo.

O governo de Boris Johnson tem sido pressionado por alguns especialistas para rever o seu plano de aliviar as restrições por cinco dias na quadra natalícia, mas o minsitro da Habitação, Robert Jenrick, disse que cabe às pessoas decidirem por si mesmas. Ainda assim, sugeriu que a Páscoa (em abril de 2021) poderá ser o novo Natal, especialmente para aqueles em grupos de alto risco, refere a agência Reuters.

"Devem equacionar se querem reunir família alargada nesta altura ou se é preferível manter o Natal 'pequeno' e podermos encontrar-nos na primavera. A Páscoa pode ser o novo Natal para algumas pessoas", disse Jenrick à Sky News, citado pela Reuters. "Mas não cabe ao governo dizer às pessoas exatamente como lidar com esta situação".

A Covid-19 atingiu o Reino Unido, tendo já provocado 64.908 mortes desde o início da pandemia, apenas atrás da Itália na Europa.

Os casos estão a aumentar novamente no Reino Unido, e particularmente em Londres, que entrou no nível mais alto de bloqueio a partir da meia-noite desta quarta-feira - pubs e restaurantes estão fechados, mas as lojas de comércio não.

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