A Coreia do Sul prepara-se para disputar o Campeonato do Mundo de 2026 e quer confirmar o estatuto de uma das seleções mais fortes e consistentes do futebol asiático. Integrada no Grupo A, juntamente com México, África do Sul e Chéquia, a equipa sul-coreana chega à competição com ambição renovada, apoiada numa geração que combina experiência internacional, talento técnico e uma forte identidade competitiva. Os Taegeuk Warriors, como são conhecidos, consolidaram-se nas últimas décadas como presença habitual nos grandes torneios internacionais e encaram este Mundial como mais uma oportunidade para demonstrar crescimento competitivo e capacidade para disputar as fases decisivas da competição.A história da Coreia do Sul em Campeonatos do Mundo é uma das mais sólidas entre as seleções asiáticas. Depois de uma primeira participação em 1954, a equipa tornou-se presença permanente a partir de 1986 e disputa agora a sua 12.ª presença consecutiva numa fase final do Mundial, feito que confirma a consistência do projeto competitivo sul-coreano ao longo das últimas décadas. O ponto mais alto da sua história aconteceu em 2002, quando, na condição de coorganizadora do torneio juntamente com o Japão, alcançou as meias-finais, terminando no quarto lugar — até hoje o melhor resultado de uma seleção asiática num Campeonato do Mundo. A campanha liderada por Guus Hiddink transformou profundamente o futebol sul-coreano e acelerou a afirmação internacional da modalidade no país.A seleção chega ao Mundial sob orientação de Hong Myung-bo, uma das figuras históricas do futebol sul-coreano. Antigo capitão da equipa nacional e um dos rostos da campanha histórica de 2002, Hong assumiu novamente a liderança técnica da seleção com o objetivo de consolidar uma geração que mistura jogadores experientes com novos talentos internacionais. A convocatória para 2026 reflete essa renovação gradual, mantendo uma base sólida de atletas habituados ao mais alto nível competitivo.A principal figura da seleção continua a ser Son Heung-min. Capitão da equipa nacional, Son prepara-se para disputar o seu quarto Campeonato do Mundo e permanece como uma das maiores referências do futebol asiático contemporâneo. Com dezenas de golos pela seleção e uma carreira internacional de enorme visibilidade, o avançado destaca-se pela velocidade, inteligência tática, capacidade de finalização e influência emocional dentro do grupo. Mais do que apenas um goleador, Son tornou-se símbolo da evolução internacional do futebol sul-coreano e continua a assumir um papel central nas aspirações da equipa.Ao lado do capitão, a Coreia do Sul apresenta vários jogadores habituados aos principais campeonatos europeus. Kim Min-jae, defesa central reconhecido pela robustez física, capacidade de antecipação e liderança defensiva, continua a assumir-se como uma das figuras mais importantes do setor recuado. No meio-campo, Lee Kang-in oferece criatividade, qualidade técnica e visão de jogo, sendo frequentemente considerado um dos jogadores mais talentosos da nova geração sul-coreana. Já Hwang Hee-chan acrescenta profundidade ofensiva, velocidade e agressividade nas transições rápidas, enquanto Hwang In-beom continua a desempenhar um papel importante no equilíbrio do meio-campo, destacando-se pela inteligência posicional e qualidade de circulação de bola.Entre as novidades do atual grupo surge Jens Castrop, médio de dupla nacionalidade nascido na Alemanha, filho de mãe sul-coreana, cuja inclusão representa um sinal da crescente internacionalização do futebol sul-coreano. A sua convocatória tornou-se particularmente simbólica por representar uma abertura maior da seleção a jogadores formados fora do país, mas ligados às raízes sul-coreanas.Na baliza, a Coreia do Sul apresenta opções experientes como Kim Seung-gyu e Jo Hyeon-woo, ambos com experiência internacional relevante e habituados à exigência de grandes competições. No setor ofensivo, Cho Gue-sung e Oh Hyeon-gyu oferecem diferentes características ao ataque, acrescentando presença física, mobilidade e soluções alternativas numa equipa que procura manter elevada intensidade durante todo o encontro.Do ponto de vista tático, a Coreia do Sul continua fiel a muitas das características que historicamente marcaram a sua identidade competitiva. A intensidade física, disciplina coletiva e forte capacidade de trabalho permanecem aspetos centrais do modelo sul-coreano. A equipa costuma privilegiar uma pressão alta, transições ofensivas rápidas e grande mobilidade dos jogadores da frente, procurando igualmente manter forte organização defensiva e capacidade de resistência física ao longo dos jogos. A crescente presença de futebolistas sul-coreanos nos principais campeonatos europeus contribuiu também para elevar a maturidade tática da seleção e diversificar os seus recursos competitivos.. Com uma combinação de liderança, talento técnico e experiência competitiva, os Taegeuk Warriors chegam ao torneio com a ambição de transformar consistência em resultados e voltar a aproximar-se dos momentos históricos que marcaram a inesquecível campanha de 2002.