A Federação Portuguesa de Ciclismo anunciou em conferência de imprensa a intenção de ver a Volta a Portugal, em 2027, num escalão acima, ou seja, trepando do nível III para o II, Pro Series. O plano passa por uma internacionalização, que é também potenciada pela transmissão da corrida pelo emissor Eurosport nas suas plataformas digitais. Subindo ao segundo escalão, a prova poderia chamar equipas do primeiro escalão, do World Tour, e atrair receitas publicitárias que, atualmente, a corrida vai perdendo. Cândido Barbosa, presidente da FPC, assumiu a tentativa junto da União Ciclística Internacional, no entanto os regulamentos são claros e limitam que as provas de Pro Series tenham mais de seis dias de competição. “A duração máxima dos eventos UCI Pro Series são de seis dias na Europa e oito dias fora da Europa”, confirmou o Diário de Notícias no regulamento estabelecido em 2026 pela União Ciclística Internacional, que clarifica no documento que “se pode reter a duração histórica das provas mediante aprovação de comité”, mas apenas se “já estiverem registadas como Pro Series.”“Foi feito um pedido à UCI [para subir de escalão]. Não é o ano que normalmente a UCI está disponível, a UCI está disponível de dois em dois anos, mas utilizámos a regra da exceção, visto que o próximo ano é ano centenário e gostaríamos muito de poder estar num escalão acima”, explanou Cândido Barbosa, sem referir a limitação via dias de competição. Essa foi até uma das justificações para a Volta ao Algarve ter conseguido o estatuto de Pro Series, como prova de maior visibilidade em Portugal, além de estar no calendário em fevereiro, servindo de preparação para as equipas World Tour. A subida da Volta a Portugal parece, portanto, impraticável e, a acontecer, implicaria uma mudança substancial no figurino, tendo de abandonar o formato de dez a 11 dias de competição. Apelando a uma exceção aos regulamentos, é importante referir que em 2026, olhando a todo o calendário internacional, só a Volta à Turquia, antes de World Tour, é hoje uma prova com mais dias (8) do que o permitido (6) na Europa. As provas de uma semana na Ásia, por exemplo, Langkawi e Qinghai cumprem o limite de oito dias.Na conferência de imprensa que também visava apresentar novidades sobre a edição 87 da Volta a Portugal ficou confirmada a mudança de patrocinador principal, os Jogos Santa Casa, e na estreia como organizador a Federação não tem ainda percurso definido a um mês e uma semana do arranque. A prova entrou no calendário internacional da UCI há duas semanas depois de a FPC regularizar dívidas antigas da Podium. “As etapas estão relativamente todas fechadas, temos algumas coisas pendentes. O pendente não significa estar por fechar. Dia 8 revelamos tudo”, garantiu Cândido Barbosa projetando o evento em Mondim de Basto. Tal como o DN noticiou, Albufeira terá um final ao sprint na primeira semana, a caravana ruma ao Alentejo, subindo aos distritos de Castelo Branco e Guarda. Está previsto um final de etapa na Torre. A etapa 8, sabe o DN, terá final em Fafe, depois da passagem no Salto da Pedra Sentada, ficando para 15 de agosto, na 9.ª tirada, a subida à Senhora da Graça, em Mondim de Basto. Havia negociações em Viana do Castelo para a ida ao Miradouro de Santa Luzia e com Aveiro para o que se previa ser o contrarrelógio individual da corrida..Albufeira, Torre, Fafe e Senhora da Graça numa Volta a Portugal com dívida à UCI já saldada.Federação assume organização da Volta a Portugal em bicicleta após polémica quebra contratual .Um campeão olímpico e um mais favorito do que os outros numa Volta a Portugal a perder brilho