Tiago Torres
Tiago TorresMIGUEL A. LOPES/LUSA

Tiago Torres não quis passar vergonha e acabou a dar show no Estoril Open

O campeão nacional e 430.º do ranking mundial afastou Basilashvili (135.º), que chegou a ser 16.º e já tem cinco títulos ATP, por 6-4 e 6-2, em uma hora e 12 minutos.
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Que vitória de Tiago Torres na sua estreia no Estoril Open! O campeão nacional e 430.º do ranking mundial apurou-se para a segunda ronda ao vencer Nikoloz Basilashvili, por 6-4 e 6-2... e depois de estar a perder por 4-1. Tiago juntou-se a Gastão Elias, Frederico Silva, Pedro Sousa, João Domingues , João Sousa e Nuno Borges na lista dos portugueses que venceram, pelo menos um jogo, no maior torneio português.

Com humildade (e alguma ingenuidade), o tenista português confessou que no início do encontro temeu “passar vergonha” na estreia e por isso optou por “dar show”, acabando por vencer o 130° do ranking ATP e antigo top 20 mundial, após cerca de hora e meia de jogo. “Eu disse ao [treinador] Vasco [Martins]: ‘Estou aqui a passar uma vergonha’. Dezoito minutos e estava 4-1, não estava a conseguir jogar, ele jogava muito rápido e estava a custar-me muito habituar-me ao estilo de jogo dele. E pensei para mim, tenho que tentar dar aqui um bocadinho de show a esta malta que veio ver. Não quero estar a jogar a primeira vez no Estoril Open e perder em 40 minutos.”

Depois daquela que é a maior vitória da carreia, Tiago Torres confessou que “não é nada fácil” gerir as emoções. “Foi brutal, nunca tinha jogado com tanta gente, já tinha jogado com 200, 300 pessoas. Nunca com um estádio basicamente cheio. No início foi muito complicado, estava muito nervoso, mas com o andar do jogo consegui mostrar bom ténis e conseguir ganhar. Estou muito feliz”, disse o tenista de 24 anos.

Depois de ter disputado o campeonato universitário norte-americano, Tiago Torres tornou-se profissional a tempo inteiro há um ano e tinha como objetivo entrar no top-500, algo que já superou com a vitória sobre Basilashvili, uma vez que entrou no top-400.“Estou emocionado, aqui à vossa frente não, mas mais ali atrás, hei de chorar, não sei. É o trabalho de muitos anos, de pessoas, muitas pessoas que acreditaram em mim, que deram tudo por mim, do meu pai, que viaja sempre para me ver jogar, a federação tem-me ajudado muito também”, revelou Tiago Torres.

Agora tem de lidar com um “diabrete lhe diz ao ouvido para ir festejar e um anjinho que lhe lembra que “há jogo na quarta”, frente ao chileno Alejandro Tabillo, atual 30° do ranking mundial, que já está avisado sobre a capacidade de recuperação do português.

isaura.almeida@dn.pt

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