Trabalhadores precários da RTP não devem assinar contratos

Sindicato dos Jornalistas alerta "falsos recibos verdes" sobre aditamentos contratuais

A direção do Sindicato dos Jornalistas (SJ) alertou hoje os "falsos recibos verdes" da estação televisiva RTP, abrangidos pelo programa de integração dos precários, para não assinarem aditamentos contratuais, temendo o impacto das novas cláusulas.

"A direção do Sindicato dos Jornalistas acompanha, desde a semana passada, a alteração dos aditamentos contratuais que a RTP tem vindo a propor a vários associados na altura da renovação dos denominados contratos de prestação de serviços", informa a estrutura sindical em comunicado.

O sindicato acrescenta que, após uma análise destes aditamentos contratuais por parte dos seus serviços jurídicos, "aconselha todos os jornalistas em situação de falsos recibos verdes, e que neste momento estejam abrangidos pelo PREVPAP [Programa de Regularização Extraordinária dos Vínculos Precários na Administração Pública], a não assinarem qualquer contrato apresentado pela RTP".

"A direção do Sindicato dos Jornalistas já exigiu à RTP o cabal esclarecimento desta questão e a imediata alteração deste procedimento", conclui esta estrutura.

No final de janeiro, a Plataforma Precários do Estado questionou o Governo sobre o incumprimento dos prazos de regularização extraordinária dos vínculos precários na Administração Pública, sustentando que o processo está "muito atrasado", com prejuízo "grave" dos trabalhadores.

Antes, em meados desse mês, a Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública voltou a criticar a complexidade do processo de regularização, afirmando que as comissões que avaliam os requerimentos dos trabalhadores "não têm capacidade de resposta".

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.

Premium

João Taborda da Gama

Le pénis

Não gosto de fascistas e tenho pouco a dizer sobre pilas, mas abomino qualquer forma de censura de uns ou de outras. Proibir a vista dos pénis de Mapplethorpe é tão condenável como proibir a vinda de Le Pen à Web Summit. A minha geração não viveu qualquer censura, nem a de direita nem a que se lhe seguiu de esquerda. Fomos apenas confrontados com alguns relâmpagos de censura, mais caricatos do que reais, a última ceia do Herman, o Evangelho de Saramago. E as discussões mais recentes - o cancelamento de uma conferência de Jaime Nogueira Pinto na Nova, a conferência com negacionista das alterações climáticas na Universidade do Porto - demonstram o óbvio: por um lado, o ato de proibir o debate seja de quem for é a negação da liberdade sem mas ou ses, mas também a demonstração de que não há entre nós um instinto coletivo de defesa da liberdade de expressão independentemente de concordarmos com o seu conteúdo, e de este ser mais ou menos extremo.

Premium

Bernardo Pires de Lima

Em contagem decrescente

O brexit parece bloqueado após a reunião de Salzburgo. Líderes do processo endureceram posições e revelarem um tom mais próximo da rutura do que de um espírito negocial construtivo. A uma semana da convenção anual do partido conservador, será ​​​​​​​que esta dramatização serve os objetivos de Theresa May? E que fará a primeira-ministra até ao decisivo Conselho Europeu de novembro, caso ultrapasse esta guerrilha dentro do seu partido?