El País vai ter uma diretora, pela primeira vez na história

Soledad Gallego-Díaz já tinha sido diretora adjunta, nomeadamente do fundador e líder histórico do jornal espanhol, Juan Luís Cébrian

A jornalista Soledad Gallego-Díaz, nascida em Madrid em 1951, foi nomeada diretora do jornal espanhol El País, em substituição de Antonio Caño. É a primeira mulher a assumir esta responsabilidade no jornal fundado em 1976 por Jesús de Polanco. A própria jornalista informou a agência Efe da nomeação.

Com a nomeação de Gallego, o Grupo Prisa, proprietário do jornal, tem a intenção de corrigir o curso de um título que nos últimos anos sofreu uma queda acentuada nas vendas. A nomeação terá ainda de merecer parecer prévio da redação - mas sem força vinculativa.

Gallego tem desempenhado papéis diferentes no jornal. Atualmente escreve uma coluna semanal e também colabora com Cadena SER, estação de rádio do mesmo grupo editorial.

No El País, a jornalista desempenhou diferentes funções, nomeadamente de diretora adjunta de Juan Luis Cebrian, Joaquin Estefania e Jesus Ceberio como diretores. Foi delegada do jornal em Bruxelas, Londres, Paris, Nova Iorque e Buenos Aires. No início deste ano, sua carreira foi agraciada com o Prémio de Jornalismo Ortega y Gasset. A posição de diretora já lhe havia sido proposta, em 2012, mas recusara, argumentando que que queria estar mais próxima da redação, o que o cargo de diretora adjunta lhe permitia.

Soledad é filha de um cubana e de uma espanhol "matemático e comunista" e, na infância, viveu um ano em Palo Alto (Califórnia) e outro em Nashville.

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