Associações dos media enviam a António Costa carta com preocupações do setor

A Associação Portuguesa de Imprensa juntamente com a Associação de Imprensa de Inspiração Cristã, a Associação Portuguesa de Radiodifusão e a Associação de Rádios de Inspiração Cristã, expressaram esta segunda-feira as suas preocupações para com o setor dos media no âmbito da pandemia Covid-19.

As associações, representantes de operadores e editores de órgãos de comunicação social que "empregam mais de 50% dos jornalistas em Portugal" e contactam regularmente com "mais de 60% dos portugueses", dirigiram esta segunda-feira ao primeiro-ministro português, António Costa, uma carta onde expõem a sua "preocupação" com o facto do Conselho de Ministros para a Cultura, realizado esta segunda-feira no âmbito da Presidência Portuguesa da União Europeia, "não ter tratado de questões relevantes para o setor dos media em Portugal".

As Associações do setor expressaram a sua preocupação com o facto de a Lei Orgânica do Governo estabelecer que a Cultura é a área executiva em que se insere a atividade da comunicação social, temendo que não se verificará uma nova oportunidade para, antes da implementação do Plano de Recuperação e Resiliência, hoje enviado para Bruxelas, fazer uma avaliação e atribuição de apoios que assegurem a manutenção do ambiente mediático em Portugal.

Os mesmos responsáveis relembraram o primeiro-ministro que, nos últimos meses, "acentuaram-se as condições negativas resultantes da contração económica motivada pela pandemia, o que tem como consequência um continuado recuo do investimento publicitário na rádio, na televisão e na imprensa, acompanhado pela queda das vendas de publicações e outros suportes, em papel e digital, em virtude da redução do número de pontos de venda e das crescentes atividades de pirataria e de desinformação".

As Associações manifestaram ainda, além das preocupações com o setor, "a esperança de que muito brevemente possamos contar com a atenção e o interesse do Governo para os problemas do nosso setor, cujos impactos ultrapassam muito a sua dimensão estatística, pois constitui um elemento fundamental da Democracia em que todos queremos viver, da luta contra a iliteracia e a desinformação, vital neste momento de pandemia e da afirmação cultural de Portugal na Europa e no Mundo", pode ler-se no comunicado.

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