Assembleia Municipal de Lisboa aprova transportes públicos gratuitos para jovens e idosos com abstenção da IL

Carlos Moedas considerou que aprovação representa "um dia histórico" para a cidade, porque a medida tem "uma importância direta para o impacto da vida dos lisboetas".

A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou esta terça-feira, apenas com a abstenção da Iniciativa Liberal (IL), a proposta de gratuitidade dos transportes públicos na cidade para residentes jovens e idosos.

Antes da votação da proposta neste órgão deliberativo do município, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), apelou a "um voto unânime", considerando que aprovação representa "um dia histórico" para a cidade, porque a medida tem "uma importância direta para o impacto da vida dos lisboetas".

"Este passo é justiça social, é justiça daqueles que querem mudar o mundo e que querem realmente fazer com que o mundo seja melhor, com que tenhamos um planeta que possamos viver. Esta medida é justiça também na descarbonização do planeta que tanto precisamos e esta medida é melhorar a vida das pessoas", declarou Carlos Moedas.

Apesar do apelo pela unanimidade na aprovação da proposta, o grupo municipal da IL decidiu abster-se, criticando a urgência na votação quando há "falta de informação", inclusive sobre a estimativa orçamental de 14,9 milhões de euros por ano sem qualquer documento de suporte, e manifestando-se contra a lógica de "votas primeiro e perguntas depois".

O deputado municipal da IL Rodrigo Mello Gonçalves defendeu ainda que a mobilidade tem que ser encarada numa lógica metropolitana, uma vez que "três em quatro viaturas vêm de fora" da cidade de Lisboa, e que a gratuitidade dos transportes públicos tem que ser implementada "em função da necessidade e não da idade".

Em 21 de abril, a Câmara de Lisboa aprovou, por unanimidade, a proposta de transportes públicos gratuitos na cidade, que prevê um acordo entre o município e a empresa TML, válido até 31 de dezembro de 2025, e estabelece a gratuitidade para jovens entre os 13 e os 18 anos, estudantes do ensino superior até aos 23 anos, incluindo a exceção dos inscritos nos cursos de medicina e arquitetura até aos 24 anos, e maiores de 65 anos, em que o requisito comum para todos é terem residência fiscal no concelho.

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