O prazo dado pelos manifestantes terminaria na próxima sexta-feira, mas ao início da noite de ontem o presidente Volodymyr Zelensky cedeu à pressão e demitiu o comandante das Forças Armadas ucranianas, Oleksandr Syrskyi. A destituição de Syrskyi surge dias depois de o chefe do Estado ucraniano ter afastado o popular ministro da Defesa, Mylkhailo Fedorov - uma decisão que gerara grandes protestos nas principais cidades do país. Estes estavam entretanto suspensos. Num post nas redes sociais, Zelensky agradeceu a Syrskyi pelo seu papel na defesa bem-sucedida da capital, Kiev, durante os primeiros dias da invasão em grande escala da Rússia em 2022, bem como noutras campanhas militares. E nomeou Comandante das Forças Conjuntas, Mykhailo Drapatyi, como sucessor de Syrskyi.."Todos queremos o mesmo: derrotar o inimigo e criar as condições — na linha da frente e através da pressão sobre a Rússia — que nos permitam obrigar a Rússia a aceitar a paz. Amanhã, iremos formalizar todas estas decisões. A Ucrânia tem de sair desta situação mais forte, e a situação será mais difícil para a Rússia. Glória à Ucrânia!", escreveu ainda Zelensky.Nos últimos dias, as redes sociais do presidente ucraniano estavam cheias de reuniões com vários comandantes militares, mostrando Zelensky a ser informado sobre as várias frentes de batalha da guerra que dura há mais de quatro anos. Os manifestantes exigiam, além do afastamento de Syrskyi, também o regresso de Fedorov. O que ainda não era claro esta terça-feira à noite.Os dois homens representam duas visões diferentes da guerra: o ex-ministro está ligado à modernização militar, enquanto o general está ligado à tradicional estrutura de comando, herdada dos tempos soviéticos.De acordo com o site de notícias ucraniano Kyiv Independent, Zelensky estava a equacionar nos últimos dias demitir Syrskyi, mas não queria ceder e voltar a pôr Fedorov no Ministério da Defesa. .Ministro da Defesa da Ucrânia anuncia demissão