O enviado-especial da Casa Branca para o Médio Oriente, Steve Witkoff, anunciou esta quarta-feira (14 de janeiro) o lançamento da segunda fase do plano dos EUA para a Faixa de Gaza, dizendo que se “avança do cessar-fogo para a desmilitarização, a governação tecnocrática e a reconstrução”. Mas não revelou os detalhes. Numa mensagem no X, Witkoff diz que “os EUA esperam que o Hamas cumpra integralmente as suas obrigações, incluindo a devolução imediata do último refém falecido”, avisando que “o não cumprimento acarretará consequências graves”. .A segunda fase só devia começar após a devolução de todos os reféns, faltando ainda o Hamas entregar o corpo de Ran Gvili, um polícia de 24 anos morto logo no ataque de 7 de outubro de 2023. O Fórum que reúne as famílias dos reféns já criticou que o plano avance antes de Gvili regressar a Israel..Tal como estava previsto no plano de 20 pontos do presidente Donald Trump, “a Fase Dois estabelece uma administração palestiniana tecnocrática de transição em Gaza, o Comité Nacional para a Administração de Gaza (CNAG), e inicia a desmilitarização e reconstrução completas de Gaza, principalmente o desarmamento de todo o pessoal não autorizado”. É neste ponto que os EUA esperam também que o Hamas cumpra as suas obrigações, apesar de o grupo terrorista palestiniano não ter ainda aceitado entregar as armas.Witkoff lembra que a Fase 1 do acordo, que entrou em vigor no início de outubro, permitiu a entrada de “ajuda humanitária histórica” no enclave palestiniano, “manteve o cessar-fogo, devolveu todos os reféns vivos e os restos mortais de vinte e sete dos vinte e oito reféns falecidos”. O enviado-especial agradeceu os “indispensáveis esforços de mediação” do Egito, Turquia e Qatar, “que tornaram possível todo o progresso alcançado até à data”.O Egito tinha anunciado mais cedo haver consenso sobre os nomes dos 15 membros do comité tecnocrático palestiniano que irá administrar a Faixa de Gaza, depois de uma reunião com representantes do Hamas no Cairo..Egito anuncia acordo sobre comité para administrar Faixa de Gaza