"Viva Espanha! Viva os reis!" Milhares nas ruas de Ceuta para receber Felipe VI e Letizia. Veja as imagens
Os reis de Espanha já estão em Ceuta, onde foram recebidos em festa por milhares de pessoas. "Viva Espanha! Viva os reis!", gritou a multidão que os esperava para esta visita história: a primeira de uns monarcas espanhóis à cidade autónoma em quase 20 anos.
Felipe VI e Letizia foram recebidos pelo presidente da cidade autónoma, Juan Vivas, na câmara, recebendo a chave de ouro da cidade, antes de seguirem para a sede de governo de Ceuta para uma reunião de trabalho.
A visita, a primeira de Felipe VI enquanto rei à cidade autónoma, surge mais de dois meses depois da crise migratória em Ceuta, a 30 e 31 de julho, durante a qual mais de 70 mil pessoas cruzaram a nado e a pé a fronteira de Marrocos.
A Gran Vía, principal via de acesso ao edifício da câmara, encheu-se para os reis passarem. A multidão, com bandeiras de Espanha e Ceuta, tinha cartazes onde se lia "Sou espanhol" ou "Um caballa [designação popular dos naturais de Ceuta] nunca se rende". Outros diziam: "Bem-vindos a casa, suas majestades".
Os reis chegaram de helicóptero a Ceuta, tendo viajado primeiro de avião de Madrid até Málaga, tendo depois levado cerca de meia hora para percorrer a pé a rua junto à câmara, para cumprimentar os presentes.
A última visita de um monarca espanhol à cidade autónoma tinha sido em 2007, quando os pais de Felipe VI, Juan Carlos e Sofia, passaram umas horas em Ceuta. O atual monarca vai passar a noite na cidade, antes de seguir para o outro enclave espanhol em África, Melilla na quarta-feira (14 de outubro).
A multidão aplaudiu e deu vivas aos reis quando eles saíram à varanda da câmara, junto com Juan Vivas (do Partido Popular). Já o delegado do governo, David de la Encina, que substituiu Miguel Ángel Pérez Triano há poucas semanas, foi vaiado, tal como o ministro da Política Territorial, Ángel Víctor Torres, que acompanha os monarcas.
À tarde, a agenda dos monarcas inclui uma passagem pelo Colégio Vicente Aleixandre antes de participarem num ato ecuménico em memória das pessoas que faleceram na crise migratória. O evento será no Cemitério de Sidi Embare, onde estão sepultados cerca de 90 migrantes encontrados no mar naqueles dias.
Felipe VI deverá pronunciar um discurso mais tarde, durante um encontro com a sociedade civil de Ceuta.

