A Polónia vai criar em conjunto com a Ucrânia um "exército de drones", aproveitando a experiência militar ucraniana para reforçar a segurança do espaço aéreo europeu contra a agressão russa, anunciou esta segunda-feira, 27 de abril, o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, durante a conferência "Caminho para a Reconstrução da Ucrânia", realizada em Rzeszow (leste da Ucrânia).O encontro contou com a presença da primeira-ministra ucraniana, Yulia Svyrydenko, sendo que a conferência técnica sobre "Defesa e Segurança" serve de antecipação à cimeira sobre a reconstrução da Ucrânia, que vai decorrer em Gdansk, Polónia, no próximo mês de junho.Segundo o chefe do Executivo da Polónia, Donald Tusk, o plano pretende alcançar "um salto tecnológico sem precedentes" no desenvolvimento de aparelho aéreos não tripulados de combate, graças ao "conhecimento técnico e à experiência em drones" das forças ucranianas.O "exército" de drones vai consistir numa frota moderna e extensa de sistemas não tripulados concebidos para proteger o espaço aéreo polaco e europeu de ataques aéreos.Para implementar o projeto, Tusk especificou que vão ser usados fundos polacos e da União Europeia.Durante o discurso, Donald Tusk referiu-se ao futuro da Ucrânia, alertando que não pode haver reconstrução se o agressor "não cessar a guerra", referindo-se à Rússia.As forças russas invadiram a Ucrânia em 2014, anexando a Península da Crimeia, e lançaram uma ofensiva de grande escala contra todo o território ucraniano em 2022. .Despesa militar mundial chegou quase aos 2,5 biliões de euros em 2025. Europa liderou crescimento global