Vaga de protestos na Europa. Em França já foram detidas 135 pessoas
O ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, anunciou que a polícia deteve 135 pessoas no âmbito dos protestos que decorrem em todo o país e apreendeu várias armas, como esferas metálicas, chumbos, fogo de artifício, fisgas, bolas de aço, armas improvisadas e uma katana.
Em conferência de imprensa ao final da manhã, Laurent Nuñez disse que a polícia registou até então 136 protestos, menos do que os 264 no sábado anterior, e 35 mil manifestantes, contra os 60 mil do passado sábado e não tinha sido registado, até àquele momento, "nenhum incidente grave".
Entretanto iniciou-se a manifestação Ato II, partindo da Porta de Itália para a Praça de Vincennes, um caminho imposto pelas autoridades e que evita a zona da Bastilha e o centro da cidade.
A polícia francesa mobilizou mais de 70 mil agentes para evitar a violência e as pilhagens que se verificaram no passado dia 17 de outubro.
Também há manifestações este sábado em várias outras cidades europeias. Em Madrid, a um mês das eleições legislativas, os cidadãos mobilizaram-se em defesa do sistema de pensões público. A esquerda acusa a direita de querer a privatização parcial do sistema.
Os cerca de 25 mil manifestantes registados pelas autoridades madrilenas, segundo a AFP, fizeram um percurso desde a estação de Atocha e a rua Alcalá, passando pelo Museu do Prado e a praça de Cibeles.
Em Madrid, na praça da Puerta del Sol, há também uma acampada pelo direito à habitação que entra hoje no 28.º dia.
Os protestos decorrem igualmente em Itália contra o aumento do custo de vida, os baixos salários e o aumento da despesas com a Defesa. As autoridades reforçaram a segurança nas principais cidades, como Roma e Milão, uma semana depois dos tumultos no norte do país.
Em Tirana, na Albânia, os jovens estudantes continuam na rua contra as más condições de ensino e a falta de oportunidades.
Em Lisboa arranca às 15 horas uma manifestação sob o lema "Não temos casa, montamos tendas!". Sai do Marquês de Pombal e vai acabar no Rossio, onde, desde o passado sábado, uma acampada tem reivindicado medidas para resolver a crise da habitação.
Com Lusa

