Portuguesa entre os feridos de ataque em Cracóvia, na Polónia, que também fez seis mortos
Pelo menos seis pessoas morreram e 15 ficaram feridas durante a tarde deste sábado, 7 de novembro, num tiroteio na praça principal de Cracóvia, na Polónia, de acordo com o mais recente balanço. Entre os feridos está uma cidadã portuguesa, que se encontra hospitalizada, deu conta o Ministério dos Negócios Estrangeiros. As vítimas mortais são quatro mulheres e dois homens.
Em declarações à RTP Notícias, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, revelou que a portuguesa ferida "tem 74 anos, é natural do norte do país", e foi atingida por um disparo no ataque ocorrido praça central de Cracóvia, na Polónia. Segundo o governante, a mulher "estava na cidade de visita a uma neta, que se encontra a fazer Erasmus" naquela cidade polaca, onde existe "uma significativa comunidade portuguesa".
A vítima está hospitalizada e "já foi submetida a uma intervenção cirúrgica". Apesar da gravidade dos ferimentos, Emídio Sousa adiantou que a mulher "já não correrá risco de vida".
Segundo os relatos replicados pelos media polacos, os disparos foram efetuados a partir de um carro em movimento que invadiu a praça central de Cracóvia esta tarde. O atirador, que usou uma espingarda longa de estilo militar e estava vestido com um uniforme camuflado, foi baleado e detido pela polícia.
De acordo com o site polaco Onet, o suspeito é um cidadão polaco, mas não levava consigo documentos de identificação, tendo sido identificado pela polícia "através de trabalho operacional".
As equipas de emergência foram de imediato acionadas para o local, desde que foi reportado o incidente, por volta das 15h00 locais (14h00 em Lisboa).
"Um homem que entrou na praça a conduzir começou a disparar sobre pessoas aleatoriamente de dentro do carro. O autor do crime foi detido. Várias pessoas ficaram feridas, incluindo polícias", referiu em comunicado a polícia polaca.
Numa atualização posterior, o Ministério do Administração Interna da Polónia informou que dois agentes ficaram feridos, um deles com gravidade.
As autoridades locais pediram às pessoas para não se aproximarem das áreas onde a polícia e as equipas de emergência estão a trabalhar.
O autarca de Cracóvia, Lukasz Gilbala, decretou período de luto na cidade até quarta-feira.
Também o presidente polaco se manifestou "profundamente preocupado com as notícias dos trágicos acontecimentos", escreveu Karol Nawrocki nas redes sociais, enquanto aguardava "uma explicação completa das circunstâncias". "A segurança dos polacos é uma prioridade absoluta", acrescentou.
O primeiro-ministro da Polónia, Donald Tusk, fez "um apelo sincero" aos políticos "de todos os quadrantes" para não explorarem a tragédia. "Vamos apurar todas as circunstâncias deste crime", assegurou.
O vice-primeiro-ministro da Polónia, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, disse que estes "são tempos difíceis", prometeu que o incidente "será investigado minuciosamente" e apresentou condolências aos familiares e amigos das vítimas.
Entretanto, a diplomacia portuguesa já reagiu ao ataque, através do ministro dos Negócios Estrangeiros. "O MNE Paulo Rangel manifesta profunda tristeza pelas vítimas do trágico ataque em Cracóvia. Às famílias enlutadas, as mais sentidas condolências. Portugal expressa a sua solidariedade ao povo polaco e deseja uma rápida recuperação a todos os feridos", pode ler-se na página do ministério na rede social X.
Também a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, lamentou a "tragédia". "Neste momento de luto, a Polónia não está sozinha", assegurou a responsável europeia, acrescentando que as "repercussões" deste acontecimento "far-se-ão sentir muito para além das fronteiras da Polónia", sublinhou numa publicação na rede social X.

