Trump garante que o Irão "concordou em nunca mais fechar" o Estreito de Ormuz e diz à NATO para "ficar longe"

Tudo sobre a guerra no Médio Oriente. Apesar da reabertura do estreito, o presidente dos EUA mantém o bloqueio aos navios e portos iranianos até que as negociações com Irão estejam "100% concluídas".
Trânsito no Estreito de Ormuz (imagem de arquivo)
Trânsito no Estreito de Ormuz (imagem de arquivo)HALDEN KROG/EPA

Irão diz que o Estreito de Ormuz mantém-se fechado a navios de guerra

O Irão avisou hoje que os movimentos de navios militares continuam proibidos no estreito de Ormuz, depois de ter anunciado a reabertura da via estratégica a navios comerciais.

“As passagens de navios militares através do estreito de Ormuz continuam proibidas”, declarou um alto responsável militar iraniano, citado pela televisão pública IRIB.

O militar insistiu que “apenas os navios civis” podem atravessar o estreito.

Têm de o fazer “pelas passagens designadas e com a permissão da marinha dos Guardas da Revolução”, afirmou, de acordo com a agência de notícias France-Presse (AFP).

Lusa

Preços de ouro e prata recuperam níveis de há um mês após reabertura do estreito de Ormuz

Os preços do ouro e da prata retomaram hoje a sua tendência de alta e recuperaram os níveis de há um mês, após o Irão ter garantido a abertura do estreito de Ormuz durante o cessar-fogo com os EUA.

O preço da onça de ouro subia 1,71% para 4.888 dólares (4.134 euros à taxa de câmbio atual) às 14:40 de Lisboa, minutos após a divulgação da notícia, enquanto a prata ultrapassava os 82,11 dólares (69,44 euros), numa subida de 4,37%.

Desde os ataques de Israel e Estados Unidos da América (EUA) ao Irão, ambos os metais preciosos perderam valor (6,75% no ouro e 11,75% na prata), apesar de manterem aumentos homólogos face há um ano (de 46% e 149%, respetivamente).

No caso do ouro, o seu preço máximo foi registado em 29 de janeiro deste ano quando atingiu 5.626,80 dólares, enquanto o ponto mais alto da prata foi de 121,78 dólares no mesmo dia.

Lusa

Netanyahu insiste que Israel “ainda não terminou o trabalho” contra Hezbollah

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, insistiu hoje que Israel “ainda não terminou o trabalho” contra o Hezbollah e referiu que o objetivo de desmantelar o movimento islamista libanês pró-iraniano “não será alcançado amanhã”.

No primeiro dia de uma trégua de 10 dias com o Líbano, anunciada quinta-feira pelo presidente norte-americano Donald Trump e numa mensagem em vídeo, Netanyahu indicou que a guerra contra o movimento xiita aliado de Teerão, retomada a 02 de março, permitiu afastar “duas ameaças provenientes do Líbano”.

Uma “ameaça próxima”, de “infiltração de milhares de terroristas” em solo israelita e de “disparos de mísseis anticarro contra as localidades”, e uma “ameaça distante”, a dos “mísseis e foguetes destinados a destruir as cidades de Israel”.

“O Hezbollah de hoje já não passa de uma sombra do que era [...] mas digo-o com franqueza: ainda não terminámos o trabalho. Repito-o com toda a franqueza [...] o desmantelamento não será alcançado amanhã”, acrescentou, dirigindo-se aos israelitas.

Hora antes, o ministro da Defesa israelita também afirmou que a operação militar de Israel no Líbano “ainda não terminou” e insistiu no objetivo final de desarmar o Hezbollah.

“As manobras no terreno no Líbano e os ataques contra o Hezbollah permitiram atingir muitos objetivos”, mas a operação não está “concluída”, declarou Israel Katz, que frisou que o exército israelita manterá as suas posições em “todas as zonas que desocupou e conquistou” no Líbano.

“O Exército israelita mantém e continuará a manter todas as zonas que desocupou e conquistou. A manobra terrestre dentro do Líbano e os ataques contra o Hezbollah em todo o país alcançaram numerosos progressos, mas ainda não foram concluídos”, indicou.

Lusa

Trump garante que o Irão nunca mais fechará o Estreito de Ormuz

Donald Trump, em mais uma publicação no Truth Social, garantiu que "o Irão concordou em nunca mais fechar o Estreito de Ormuz".

O presidente dos EUA acrescentou que o estreito "nunca mais será usado como arma contra o mundo!"

Trânsito no Estreito de Ormuz (imagem de arquivo)
Minas no Estreito de Ormuz mantêm perigo apesar da reabertura

Trump diz à NATO para "ficar longe" e garante que Israel vai parar de bombardear o Líbano

Donald Trump continua muito ativo na rede social Truth Social e, depois de Keir Starmer e Emmanuel Macron terem dito que Reino Unido e França vão liderar uma missão militar defensiva e neutra para proteger a navegação no Estreito de Ormiz, o presidente apressou-se a rejeitar essa proposta de ajuda dos aliados da NATO.

"Agora que a situação no Estreito de Ormuz está resolvida, recebi um telefonema da NATO a perguntar se precisamos de alguma ajuda", escreveu Trump, acrescentando: "Disse-lhes para ficarem longe, a menos que queiram apenas carregar os seus navios com petróleo."

"Eles eram inúteis quando necessários, um Tigre de Papel!"

Noutra publicação, Trump disse ainda que está "proibido" de bombardear o Líbano.

O presidente norte-americano assumiu que os EUA vão "ficar com toda a poeira nuclear", referindo-se aos eventuais detritos dos ataques às instalações nucleares iranianas no ano passado.

"Nenhum dinheiro mudará de mãos", disse, prometendo que os Estados Unidos "vão trabalhar com o Líbano" e vão lidar "com a situação do Hezbollah da maneira mais apropriada"

Além de chamar aos EUA o processo envolvendo o Hezbollah, Trump garante que Israel "não bombardeará mais o Líbano". "Já chega", escreveu.

Preços do petróleo caem mais de 10% com abertura do estreito de Ormuz

Os preços do petróleo caíram hoje mais de 10%, após o Irão ter anunciado que o estreito de Ormuz está totalmente aberto durante o período restante do cessar-fogo com os Estados Unidos.

Por volta das 14h10 (hora de Lisboa), o preço do barril de Brent do Mar do Norte, para entrega em junho, caía 10,42%, para 89,03 dólares.

Já o seu equivalente americano, o barril de West Texas Intermediate, para entrega em maio, caía 11,11%, para 84,17 dólares.

Lusa

Trump diz que EUA mantém bloqueio até que as negociações estejam "100% concluídas"

Numa outra publicação na rede social Truth Social, Donald Trump garante que o bloqueio dos EUA aos navios e portos iranianos "permanecerá em vigor", apesar do anúncio do Irão, assegurando ainda que a medida vai continuar até que as negociações com os iranianos estejam "100% concluídas".

O presidente dos EUA diz esperar que o processo "decorra muito rapidamente", uma vez que "a maioria dos pontos já foi negociada".

Trump agradece ao Irão a abertura do estreito de Ormuz

Donald Trump já reagiu à decisão do Irão de abrir o Estreito de Ormuz durante o restante do cessar-fogo com o o Líbano, tendo na sua conta da rede social Truth Social agradecido a decisão.

"O Irão acaba de anunciar que o Estreito do Irão está totalmente aberto e pronto para a passagem livre. Obrigado!" 

Ministro do Irão anuncia abertura do Estreito de Ormuz durante o cessar-fogo no Líbano

Seyed Abbas Aragchi, ministro dos Negócios Estranhgeiros do Irão, declarou o Estreito de Ormuz "completamente aberto" durante o "período restante do cessar-fogo" enquanto durar o cessar-fogo no Líbano, garantindo, numa publicação na rede social X, que a medida inclui a passagem de "todos os navios comerciais".

"Em consonância com o cessar-fogo no Líbano, a passagem de todas as embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz fica aberta durante o restante do período de cessar-fogo, na rota coordenada já anunciada pela Organização de Portos e Assuntos Marítimos da República Islâmica do Irão", pode ler-se na publicação.

A declaração de Aragchi surge no momento em que Keir Starmer e Emmanuel Macron irão coorganizar uma reunião virtual com a presença esperada de 40 líderes para discutir a reabertura do estreito.

Teerão rejeita acordo para cessar-fogo com EUA

O Governo iraniano rejeitou hoje um acordo para um cessar-fogo temporário com os Estados Unidos, anunciou o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Saeed Khatibzadeh.

Segundo disse o mesmo responsável hoje, na Turquia, Teerão exige o fim definitivo da guerra em toda a região, incluindo o Líbano e o Mar Vermelho.

Lusa

Presidente libanês considera “cruciais” conversações diretas com Israel

O Presidente libanês, Joseph Aoun, considerou hoje “cruciais” as conversações diretas previstas para Washington com representantes israelitas, um dia após o anúncio de cessar-fogo entre as partes protagonizado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.

"As negociações diretas são cruciais... e um cessar-fogo representa o início de um processo de negociação, um caminho apoiado tanto local como internacionalmente", lê-se em comunicado oficial.

Aoun reiterou os objetivos de Beirute de "consolidar o cessar-fogo, garantir a retirada das forças israelitas dos territórios ocupados a sul, resgatar prisioneiros e resolver as disputas de fronteira" entre os dois países.

Entretanto, pelo menos 13 pessoas foram mortas em ataques israelitas poucos minutos antes da entrada em vigor do cessar-fogo na noite de quinta-feira, segundo um responsável de um município do sul do Líbano, que solicitou anonimato.

A mesma fonte adiantou que outras 35 pessoas ficaram feridas e que as equipas de socorro continuam trabalhos entre escombros à procura de 15 desaparecidos.

Lusa

Comissão Europeia prepara-se para eventuais falhas de combustível para aviação na UE

A Comissão Europeia garantiu hoje que não existe escassez de combustíveis na União Europeia (UE), apesar das perturbações no abastecimento criadas pela guerra do Irão, mas disse estar a preparar-se para possíveis falhas no combustível para aviação.

“O grupo de coordenação do petróleo reuniu-se ontem [quinta-feira] e concluiu que, neste momento, não existe escassez de combustível na UE. No entanto, estamos a preparar-nos para possíveis falhas de abastecimento de combustível para aviação, que continua a ser a principal preocupação”, disse a porta-voz do executivo comunitário para a área da Energia, Anna-Kaisa Itkonen.

“A razão dessa preocupação é que as nossas refinarias cobrem cerca de 70% do consumo da UE, sendo o restante dependente de importações e, se a situação [de bloqueio] no Estreito de Ormuz persistir, a UE estará preparada para lançar uma possível ação coordenada no que diz respeito ao combustível de aviação”, explicou a responsável, falando na conferência de imprensa diária da instituição, em Bruxelas.

Anna-Kaisa Itkonen apontou que Bruxelas está “plenamente ciente de que o mercado de combustível de aviação está sob pressão e a ser monitorizado de perto” e lembrou que “a UE mantém reservas de emergência em conformidade com a legislação europeia e [que] estas podem ser libertadas se o mercado assim o exigir”.

“Até ao momento, porém, o mercado tem conseguido gerir esta pressão sem que se verifique qualquer escassez. É este o ponto em que nos encontramos neste momento: coordenação em tempo real e consciência situacional completa e constante da evolução dos acontecimentos ajuda-nos a determinar os próximos passos”, adiantou.

Anna-Kaisa Itkonen disse ainda que, apesar dos alertas do setor, “isso não significa que [a UE] vai ficar completamente sem combustível de aviação”, já que este “faz parte de um mercado global com abastecimento contínuo, sustentado por produção constante, importações e reservas” e “existe também uma capacidade considerável de redirecionamento e reajuste do abastecimento de combustível de aviação dentro da própria Europa”.

Depois de o diretor-executivo da AIE, Fatih Birol, tre traçado ontem um cenário preocupante, dizendo que a Europa tinha "talvez seis semanas de combustível para aviões", Anna-Kaisa Itkonen reforçou: “Não existe qualquer indicação de escassez sistémica de combustível que possa levar a cancelamentos generalizados de voos e isto é algo que acompanhamos de perto”.

As leis da UE obrigam os Estados-membros a manter reservas estratégicas para 90 dias, tanto de petróleo como de gás.

No que diz respeito ao petróleo, cabe aos Estados-membros decidir que parte dessas reservas de 90 dias corresponde a petróleo bruto e que parte corresponde a produtos refinados, incluindo querosene e combustível de aviação.

Lusa

Rangel diz que cessar-fogo no Líbano facilita negociações sobre Irão

O ministro dos Negócios Estrangeiros português destacou hoje que o cessar-fogo no Líbano permite estabilizar este país mas também facilita as negociações sobre o conflito entre Irão, Israel e Estados Unidos.

“O cessar-fogo tem um duplo sentido: um que é óbvio, é claramente pacificar, estabilizar a situação no Líbano e garantir que o governo tem o apoio internacional necessário para exercer as suas funções”, disse à Lusa Paulo Rangel, que hoje de manhã foi recebido pelo homólogo libanês, Youssef Raggi, em Beirute, a quem transmitiu uma mensagem de apoio e solidariedade do Governo português.

Por outro lado, o ministro destacou o papel deste acordo nas negociações que estão a ser mediadas pelo Paquistão, relativas ao conflito entre os Estados Unidos e Israel e o Irão.

"Evidentemente que havendo uma cessação de hostilidades no Líbano, também fica facilitada a negociação que está a correr para um conflito também de enorme escala e que tem tido consequências verdadeiramente globais para todos os países do mundo”, comentou Rangel.

A visita do chefe da diplomacia portuguesa coincidiu com o início de uma trégua de dez dias entre Israel e o Líbano, e que foi anunciada na quinta-feira pelo Presidente dos EUA, Donald Trump.

Lusa

Quilómetros de filas com deslocados que regressam a casa

Um grande número de deslocados internos começou a regressar a casa nos subúrbios de Beirute e sul do Líbano após o acordo de cessar-fogo com Israel, causando congestionamentos significativos na principal autoestrada costeira do país.

WAEL HAMZEH/EPA

Enviado dos EUA à Síria defende autocracia como único modelo viável na região

O enviado especial dos Estados Unidos (EUA) à Síria e embaixador norte-americano na Turquia, Tom Barrack, defendeu hoje que as autocracias são os únicos modelos políticos viáveis na região do Médio Oriente.

"Vão criticar-me por dizer isto porque é antidemocrático, mas os únicos que têm funcionado, os únicos, são os regimes com liderança poderosa: ou uma monarquia benevolente ou uma república monárquica”, disse, durante um fórum diplomático em Antália, na Turquia.

Para Barrack, o movimento de protesto e tentativa de revolução democrática naquela zona do globo, no início da década passada, “evaporou-se”.

“Tudo o resto, aquela Primavera Árabe, desvaneceu-se e evaporou-se e os países que se vestiram com esse disfarce de democracia falharam", continuou, acrescentando que aquela parte do mundo “só respeita uma coisa: o poder. Porque, sem poder, é-se apanhado desprevenido e a Síria é um excelente exemplo disso".

O embaixador dos EUA em Ancara elogiou o presidente sírio, Ahmed al-Shara, que, no final de 2014, liderou a ofensiva final do grupo jihadista Hayat Tahrir al-Sham (HTS), que fez ‘cair’ o então presidente, Bashar al-Assad, acabando com meio século de controlo do país pela sua família.

"A nova Síria funciona porque há um líder poderoso, forte e corajoso, com quem as pessoas podem discordar, mas que veem que está conduzir o país numa determinada direção", afirmou Barrack.

O diplomata norte-americano desvalorizou o conflito entre Israel e o governo de al-Shara, desde que o exército israelita começou a ocupar territórios sírios além da linha de separação estabelecida pelas Nações Unidas, em 1974, dadas as incursões do HTS.

Desde aí, Israel atacou a Síria várias vezes, alegando que células pertencentes às milícias palestinianas do movimentos islamistas radicais Hamas e Jihad Islâmica continuam a operar naquele país.

Lusa

Petroleiro com pavilhão de Hong Kong passa em Ormuz

Um petroleiro com pavilhão de Hong Kong cruzou hoje o estreito de Ormuz, apesar do anúncio do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, de que aquela importante passagem marítima estava bloqueada.

Segundo o jornal South China Morning Post, de Hong Kong, o navio 'AVA 6', de propriedade da empresa Standwill Shipping, partiu de um porto nos Emirados Árabes Unidos na quarta-feira e já estava no golfo de Omã, do outro lado do estreito de Ormuz, hoje.

Para a plataforma local de rastreamento marítimo Mingkun Technology não é claro que o petroleiro tenha passado pelo bloqueio norte-americano, uma vez que a zona controlada pelos EUA está longe do ponto mais sensível de Ormuz para evitar exposição a mísseis ou drones iranianos.

Aquela empresa detetou três navios a sair pelo estreito de Ormuz nas últimas 24 horas, mas o "AVA 6" era a única embarcação com uma bandeira ligada à China, um dos principais aliados diplomáticos e económicos do Irão, tendo os outros dois navios pavilhões de Bahamas e das ilhas Comores.

O referido navio não é o primeiro com ligações à China a navegar naquela região desde o anúncio de bloqueio de Trump, mas terá sido o primeiro a atravessar o estreito de Ormuz com sucesso, já que o petroleiro 'Rich Starry', também sujeito a sanções americanas, dirigiu-se para o golfo de Omã, terça-feira, mas acabou por voltar para trás e está no golfo Pérsico.

Ainda hoje, o Comando Central dos EUA (Centcom) declarou que as forças armadas norte-americanas "não estão a bloquear o estreito de Ormuz", mas só a impedir que navios saiam ou entrem em portos iranianos, com pelo menos 14 desviados nos últimos três dias por uma força de mais de 10 mil militares, 12 navios e 100 aeronaves.

Lusa

Rangel em Beirute para se reunir com MNE libanês

O ministro dos Negócios Estrangeiros português reúne-se hoje de manhã com o homólogo libanês, Youssef Raggi, em Beirute, para expressar solidariedade com o Líbano e anunciar apoio financeiro para a educação de crianças deslocadas, disse fonte oficial.

Fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) adiantou à Lusa que a visita de Paulo Rangel estava a ser preparada há vários dias e coincide com o início do cessar-fogo entre o Líbano e Israel.

Durante o encontro com o chefe da diplomacia libanesa, o governante português irá anunciar um apoio financeiro de 150 mil euros, no âmbito da UNESCO, destinado a apoiar a educação de dezenas de milhares de crianças afetadas pelo conflito, que já fez mais de um milhão de deslocados no Líbano.

Lusa

Exército do Líbano acusa Israel de violar cessar-fogo

O Exército do Líbano denunciou hoje ataques israelitas, poucas horas após o início do cessar-fogo acordado entre Beirute e Telavive, que entrou em vigor à meia-noite (22:00 de quinta-feira em Lisboa).

As forças armadas libanesas afirmaram, em comunicado, ter registado "vários ataques israelitas, além de bombardeamentos intermitentes que afetaram uma série de aldeias", classificando-os como "violações do acordo".

Na sequência destes ataques, o Exército pediu à população para não regressar às localidades do sul do país.

Um acordo de cessar-fogo de dez dias entre o Líbano e Israel entrou em vigor à meia-noite local, após negociações mediadas pelos Estados Unidos.

A trégua foi anunciada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, após conversas telefónicas com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o Presidente libanês, Joseph Aoun, em discussões que não incluíram o grupo xiita Hezbollah, responsável pelos ataques ao norte de Israel a partir do Líbano.

A tensão entre Israel e o Líbano ameaçava abalar o frágil cessar-fogo de duas semanas entre os Estados Unidos e o Irão, que terminará no dia 22, enquanto se espera que as conversações de paz sejam retomadas no Paquistão.

O serviço de alertas de Israel registou um possível ataque no norte do país, muito perto da fronteira com o Líbano, uma hora após a entrada em vigor da trégua temporária, apesar de o Hezbollah não ter reivindicado qualquer bombardeamento e de o exército israelita não se ter pronunciado sobre o assunto.

Lusa

Secretário Geral da ONU apela a "todos os atores" que respeitem cessar-fogo entre Israel e Líbano

secretário-geral da ONU, António Guterres, saudou quinta-feira o cessar-fogo entre o Líbano e Israel e apelou a "todos os atores" para o respeitarem "plenamente", indicou o seu porta-voz num comunicado.

"O secretário-geral saúda o anúncio de um cessar-fogo de dez dias entre Israel e o Líbano" assim como o papel dos Estados Unidos para o alcançar, e "espera que este cessar-fogo abra caminho a negociações", declarou Stéphane Dujarric num comunicado.

O responsável da ONU "apela a todos os atores para respeitarem plenamente o cessar-fogo e para cumprirem as suas obrigações nos termos do direito internacional", acrescentou, uma formulação que pode visar Israel e o Líbano, mas também o Hezbollah.

Lusa

EUA impedem navios com destino ao Irão mas rejeitam bloqueio do estreito de Ormuz

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) assegurou hoje que as forças norte-americanas não estão a bloquear o estreito de Ormuz, mas apenas navios com origem ou destino a portos iranianos, no âmbito de uma operação militar em curso.

Em comunicado divulgado nas redes sociais, o Centcom explicou que o porta-aviões USS Abraham Lincoln se encontra no mar Arábico, integrado num dispositivo que visa impedir a circulação de embarcações ligadas ao comércio iraniano.

Segundo a mesma fonte, estão empenhados nesta operação 10.000 militares, apoiados por 12 navios e cerca de 100 aeronaves, com intuito de garantir o cumprimento de uma ordem do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O comando militar adiantou que, nas últimas 72 horas, pelo menos 14 navios inverteram o rumo para cumprir o bloqueio imposto pelas forças norte-americanas.

Horas antes, o representante permanente dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Mike Waltz, afirmou na Assembleia Geral que o estreito de Ormuz é demasiado "valioso" para ser encerrado, apesar das tensões com o Irão.

Lusa

Acompanhe aqui as incidências sobre a guerra no Médio Oriente

Bom dia!

Acompanhe aqui as incidências desta sexta-feira, 17 de abril, sobre a guerra no Médio Oriente.

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