Donald Trump, presidente dos EUA
Donald Trump, presidente dos EUAFoto: Andres martinez Casares/EPA

Trump garante que o Irão "pagará o preço várias vezes" por cada baixa no exército norte-americano

O presidente norte-americano vincou a sua posição relativamente à morte de três militares norte‑americanos em ataques atribuídos ao Irão no fim‑de‑semana — dois na Jordânia e um no Iraque.
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Donald Trump recorreu esta segunda-feira à rede social Truth Social para deixar bem claro que “sempre que o Irão matar um soldado norte‑americano, pagará o preço várias vezes”.

Com esta afirmação, o presidente norte-americano vincou a sua posição relativamente à morte de três militares norte‑americanos em ataques atribuídos ao Irão no fim‑de‑semana — dois na Jordânia e um no Iraque.

As vítimas são as primeiras desde a ruptura do cessar‑fogo entre os Estados Unidos e o Irão, há quase duas semanas, e elevam para, pelo menos, 17 o total de militares norte‑americanos mortos desde 28 de fevereiro, quando operações de Washington e de Israel contra o Irão desencadearam retaliações.

Trump afirmou ainda que comunicou a instrução “à cúpula militar”, incluindo o secretário da Defesa, Pete Hegseth, e o chefe do Estado‑Maior Conjunto, Daniel Caine.

As baixas recentes do lado dos americanos bem como a linguagem beligerante intensificam o risco político e económico na região, prometendo pressionar ainda mais os preços da energia e encarecer seguros e logística marítima — efeitos que se propagam para cadeias de abastecimento e margens empresariais.

Já os investidores poderão reagir com maior aversão ao risco, elevando a volatilidade nos mercados de matérias‑primas e divisas.

Em paralelo, foi igualmente debatida a polémica sobre uma eventual detenção de Benjamin Netanyahu, primeiro‑ministro israelita, durante a Assembleia‑Geral da ONU, tendo o deputado de Nova Iorque Zohran Mamdani admitido que essa é uma hipótese em análise.

Pelo contrário, Trump garantiu que “Benjamin Netanyahu não será detido, sob qualquer forma que seja, enquanto se encontrar nos Estados Unidos”.

Recorde-se que o Tribunal Penal Internacional, em Haia, já emitiu mandados de detenção contra Netanyahu por alegados crimes de guerra relacionados com a ofensiva em Gaza de 2023.

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