Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
Presidente dos Estados Unidos, Donald TrumpEPA/JIM LO SCALZO

Trump e os ataques contra o Irão: "Ainda não terminámos"

Sobre o anúncio dos Houthis, grupo rebelde do Iémen aliado de Irão, de que vão avançar com o bloqueio marítimo à Arábia Saudita, Trump avisa: "Se algo assim acontecer, nós trataremos disso".
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O presidente dos Estados Unidos afirmou, esta terça-feira, 21 de julho, que os ataques contra o Irão vão continuar, prevendo que o país deverá demorar mais de 20 anos a recuperar dos danos causados pela ofensiva norte-americana.

"Ainda não terminámos, mas se saíssemos agora, o Irão demoraria 20, 25 anos a reconstruir-se. Não vamos sair agora”, disse Donald Trump, quando questionado sobre o tempo que levaria a eliminar as ameaças iranianas no estreito de Ormuz.

Em conferência de imprensa na Casa de Branca, ao lado do presidente do Líbano, Trump afirmou que Israel não existiria caso os EUA não atacassem o Irão. “Se não tivéssemos usado os bombardeiros B-2 para destruir as instalações nucleares há um ano, uma das primeiras medidas que tomámos no início da governação, eles [o Irão] teriam uma arma nuclear e não haveria Israel”, considerou o presidente norte-americano, citado pela  Al Jazeera. "E, na minha opinião, vários outros países do Médio Oriente também não existiriam, pois teriam sido aniquilados", acrescentou.

Trump afirmou ainda que o Irão está "desesperado" para negociar. "Querem desesperadamente encontrar-se e, até que estejam prontos para se encontrar de forma significativa, não temos interesse”, argumentou.

Questionado sobre notícias que dão conta de um local no Irão, na zona de Natanz, onde estarão centrifugadoras de urânio enriquecido, Donald Trump afirmou: "É muito provável que iremos atacar essa zona muito em breve, e não há nada que eles possam fazer a esse respeito".

Trump responde à ameaça dos Houthis

O anúncio dos Houthis de que vão avançar com o bloqueio marítimo à Arábia Saudita também for abordado na conferência de imprensa, na qual Trump declarou apoio ao presidente do Líbano, Joseph Aoun.

Caso a ameaça do grupo rebelde do Iémen, aliado do Irão, se concretize, o presidente norte-americano deixou um aviso. "Até agora, isso não aconteceu. Se algo assim acontecer, nós trataremos disso. Já o fizemos com os Houthis antes, e não temos notícias deles há algum tempo", declarou.

De referir que, nesta terça-feira, os Houthis avisaram as companhias internacionais de navegação a deixarem de utilizar os portos da Arábia Saudita, ameaçando atacar embarcações ligadas ao reino.

"Os navios estão proibidos de carregar ou descarregar mercadorias em qualquer porto saudita", anunciou, em comunicado, o Centro de Coordenação de Operações Humanitárias Houthi (HOCC), organismo criado para comunicar com as empresas de navegação e emitir alertas sobre a campanha de ataques do movimento no mar Vermelho.

O HOCC advertiu que qualquer atividade marítima relacionada com a Arábia Saudita "vai expor os navios infratores a sanções" e acrescentou que estas embarcações "podem também ser alvejadas em qualquer lugar dentro do alcance operacional" dos Houthis.

Com Lusa

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