"Vamos manter o controlo do estreito [de Ormuz] e, provavelmente, iremos geri-lo. Vamos tornar-nos os guardiões do estreito", afirmou esta segunda-feira, 13 de julho, o presidente dos EUA. "Talvez lhe chamemos o anjo da guarda do estreito. E devemos ser reembolsados por isso", defendeu.As declarações de Donald Trump foram feitas em entrevista à Fox News, após mais uma noite de ataques das forças norte-americanas contra o Irão. "Atacámo-los com muita força ontem à noite", considerou o presidente dos EUA que voltou a ameaçar o regime de Teerão com mais bombardeamentos."O que ninguém sabe é que tínhamos um acordo. Era um acordo fechado, e depois quebraram-no. Quebram sempre. Já fizemos dez acordos com estas pessoas, por isso vamos atacá-los com muita força”, disse, por telefone, ao programa Fox & Friends. As Forças Armadas iranianas reagiram à posição de Trump sobre a rota marítima com um aviso. "Na sequência de avisos anteriores, não permitiremos que os Estados Unidos interfiram na gestão do Estreito de Ormuz", disse um porta-voz do alto comando militar conjunto do Irão, citado pelos media iranianos. Foi ainda indicado que as forças iranianas "lidarão decisivamente" face a "qualquer interrupção ou insegurança na passagem de navios comerciais e petroleiros fora das rotas designadas pelo Irão e sem a permissão das Forças Armadas".No aviso de Teerão é referido que qualquer cooperação com os EUA "será considerado um ato de guerra contra a soberania e a segurança nacional do Irão". Se o conflito se alastrar na região, "as chamas da guerra irão engolir todos os países da região", disse o porta-voz das Forças Armadas iranianas. A troca de posições dos dois países sobre o estreito de Ormuz surge após novos ataques norte-americanos contra o Irão. O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou que na última noite foram atingidos “sistemas iranianos de defesa antiaérea, radares costeiros, capacidades de mísseis e de drones, bem como pequenas embarcações". A ação militar teve como objetivo reduzir "a capacidade do Irão de continuar a atacar a navegação internacional" que passa pela via marítima. O exército norte‑americano frisou que “o estreito de Ormuz é um corredor marítimo vital para o comércio global" e que "o Irão não o controla”. Por esta importante rota marítima, recorde-se, já passou um quinto de todo o petróleo e gás natural comercializado.Em retaliação à ofensiva norte-americana, Teerão efetuou ataques que atingiram o Bahrein, Kuwait, Qatar, Jordânia e Omã..EUA concluem novos ataques e insistem que Teerão não controla estreito de Ormuz.Irão ameaça abandonar memorando se EUA não cumprirem compromissos