Donald Trump a chegar à Casa Branca após uma visita ao Iowa.
Donald Trump a chegar à Casa Branca após uma visita ao Iowa.EPA/Kent Nishimura / POOL

Trump avisa Irão que “o próximo ataque será pior” do que o de junho. Teerão já respondeu

Presidente dos EUA exorta regime a negociar um acordo nuclear, avisando que “o tempo está a esgotar-se". Iranianos assinalam um mês do início dos protestos.
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O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou esta quarta-feira (28 de janeiro) o Irão com um ataque pior do que o de 22 junho, quando foram atingidas infraestruturas nucleares, exortando Teerão a sentar-se à mesa das negociações.

"O tempo está a esgotar-se, é realmente essencial! Como disse ao Irão uma vez, FAÇAM UM ACORDO! Não o fizeram, e houve a ‘Operação Martelo da Meia-Noite’, uma grande destruição do Irão. O próximo ataque será muito pior! Não deixem que isso volte a acontecer”, escreveu na Truth Social.

A mais recente ameaça de Trump surge no mesmo dia em que se assinala um mês do início dos protestos no Irão, que deixaram milhares de mortos (os números diferem consoante as fontes).

Donald Trump a chegar à Casa Branca após uma visita ao Iowa.
Um mês de protestos no Irão. ONU denuncia dezenas de milhares de mortos. Regime fala em 3000

Opresidente norte-americano tinha ameaçado atacar o regime do ayatollah Ali Khamenei para defender os manifestantes, mas recuou depois de aparentemente terem sido suspensas as execuções que estavam previstas.

“Esperamos que o Irão se sente à mesa das negociações o mais rapidamente possível e chegue a um acordo justo e equitativo – SEM ARMAS NUCLEARES – um acordo que seja bom para todas as partes”, insistiu Trump.

O presidente avisou que há uma “enorme armada” a caminho do Irão, liderada pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln, que se move “rapidamente, com grande poder, entusiasmo e determinação”.

Segundo Trump, esta armada é “maior” do que a que enviou para a Venezuela e está igualmente “pronta, disposta e apta a cumprir a sua missão rapidamente, com rapidez e violência, se necessário”.

Resposta de Teerão

O Irão respondeu através da sua missão nas Nações Unidas. “O Irão está pronto para o diálogo baseado no respeito mútuo e em interesses comuns – MAS, SE FOR PROVOCADO, DEFENDER-SE-Á E RESPONDERÁ COMO NUNCA!”, escreveu a missão no X, partilhando a mensagem do presidente norte-americano e usando maiúsculas como é habitual ele usar.

Após o ataque de junho, Teerão bombardeou as bases aéreas dos EUA na região, mas avisou antecipadamente, de forma a não escalar o conflito.

Na terça-feira (27 de janeiro), já o chefe da diplomacia do Irão, Abbas Araqchi, tinha dito que não havia contactos diretos com o enviado-especial para o Médio Oriente, Steve Witkoff, mas vários intermediários estavam a efetuar consultas.

“A nossa posição é clara: as negociações não toleram ameaças e as conversas só podem ocorrer quando já não existem ameaças e exigências excessivas”, avisou.

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