O entendimento de princípio alcançado entre os Estados Unidos e o Irão está cada vez mais tremido, com a retoma dos ataques entre as forças dos dois países, que se acusam mutuamente de violar o acordo de cessar-fogo. Este domingo, 28 de junho, o presidente dos Estados Unidos voltou a usar a rede social Truth Social para ameaçar Teerão. Donald Trump escreveu que "pode chegar um momento em que deixemos de poder agir com razoabilidade e sejamos forçados a concluir, pela via militar, o trabalho que começámos com muito sucesso". Se acontecer, ameaçou Trump, "a República Islâmica do Irão não existirá mais". .A última ofensiva dos Estados Unidos ocorreu em resposta a um ataque com drones atribuído ao Irão contra um petroleiro que navegava pelo estreito de Ormuz. A Guarda Revolucionária iraniana respondeu ao bombardeamento americano com o lançamento de drones e mísseis contra alvos no Kuwait e no Bahrein e advertiu que, a partir de agora, atuará "com maior firmeza do que antes" contra os navios que considerar infratores no estreito de Ormuz.O ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, em comunicado este domingo, diz que os "ataques selvagens" dos Estados Unidos "constituem uma violação flagrante do parágrafo 4 do artigo 2 da Carta das Nações Unidas, bem como uma violação expressa da primeira cláusula do Memorando de Entendimento para acabar a guerra". Em visita ao Iraque, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano Abbas Araqchi, além de dizer que Estados Unidos têm de chamar Israel à responsabilidade face aos novos ataques no Líbano, avisou que “o estreito de Ormuz permanecerá sob total supervisão e gestão do Irão durante os próximos 30 dias e, assim que todos os obstáculos forem removidos, a capacidade total da via navegável será restaurada”.Sublinhou ainda que “nenhuma outra parte ou Estado está envolvido. Isto é perfeitamente claro no memorando de entendimento, e qualquer intervenção ou ação unilateral só irá piorar a situação e atrasar a reabertura do estreito.”Com Lusa.Irão ataca posições norte-americanas e acusa Estados Unidos de violação flagrante" do pré-acordo .Teerão insiste que tem controlo sobre Estreito de Ormuz nos próximos 30 dias de negociações