O Presidente norte-americano, Donald Trump.
O Presidente norte-americano, Donald Trump.EPA/SAMUEL CORUM / POOL

Trump ameaça "concluir trabalho militar" contra o Irão por violação do cessar-fogo

Teerão também acusa Washington de não respeitar memorando de entendimento para acabar com a guerra, após novos bombardeamentos norte-americanos contra instalações na costa sul iraniana.
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O entendimento de princípio alcançado entre os Estados Unidos e o Irão está cada vez mais tremido, com a retoma dos ataques entre as forças dos dois países, que se acusam mutuamente de violar o acordo de cessar-fogo.

Este domingo, 28 de junho, o presidente dos Estados Unidos voltou a usar a rede social Truth Social para ameaçar Teerão. Donald Trump escreveu que "pode chegar um momento em que deixemos de poder agir com razoabilidade e sejamos forçados a concluir, pela via militar, o trabalho que começámos com muito sucesso".

Se acontecer, ameaçou Trump, "a República Islâmica do Irão não existirá mais".

A última ofensiva dos Estados Unidos ocorreu em resposta a um ataque com drones atribuído ao Irão contra um petroleiro que navegava pelo estreito de Ormuz. A Guarda Revolucionária iraniana respondeu ao bombardeamento americano com o lançamento de drones e mísseis contra alvos no Kuwait e no Bahrein e advertiu que, a partir de agora, atuará "com maior firmeza do que antes" contra os navios que considerar infratores no estreito de Ormuz.

O ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, em comunicado este domingo, diz que os "ataques selvagens" dos Estados Unidos "constituem uma violação flagrante do parágrafo 4 do artigo 2 da Carta das Nações Unidas, bem como uma violação expressa da primeira cláusula do Memorando de Entendimento para acabar a guerra".

Em visita ao Iraque, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano Abbas Araqchi, além de dizer que Estados Unidos têm de chamar Israel à responsabilidade face aos novos ataques no Líbano, avisou que “o estreito de Ormuz permanecerá sob total supervisão e gestão do Irão durante os próximos 30 dias e, assim que todos os obstáculos forem removidos, a capacidade total da via navegável será restaurada”.

Sublinhou ainda que “nenhuma outra parte ou Estado está envolvido. Isto é perfeitamente claro no memorando de entendimento, e qualquer intervenção ou ação unilateral só irá piorar a situação e atrasar a reabertura do estreito.”

Com Lusa

O Presidente norte-americano, Donald Trump.
Irão ataca posições norte-americanas e acusa Estados Unidos de violação flagrante" do pré-acordo
O Presidente norte-americano, Donald Trump.
Teerão insiste que tem controlo sobre Estreito de Ormuz nos próximos 30 dias de negociações
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