Donald Trump diz agora que pondera "reduzir" esforços militares no Médio Oriente

Acompanhe aqui todas as incidências desta sexta-feira, 20 de março, relacionadas com a guerra no Médio Oriente.
Donald Trump diz agora que pondera "reduzir" esforços militares no Médio Oriente
EPA/SHAWN THEW / POOL

Israel emite nova ordem de evacuação para os subúrbios do sul de Beirute

O Exército israelita emitiu esta sexta-feira uma nova ordem de evacuação para os subúrbios do sul de Beirute.

De acordo com uma publicação nas redes sociais do porta-voz do Exército israelita, Avichay Adraee, a ordem de evacuação abrange sete bairros no sul da capital do Líbano.

"As Forças de Defesa de Israel continuam a operar e a atacar a infraestrutura militar do grupo terrorista Hezbollah nos subúrbios com força crescente", refere o responsável militar. "Para a vossa própria segurança, devem retirar-se imediatamente", lê-se na mensagem.

Wall Street fecha em baixa cada vez mais preocupada com preços da energia

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em baixa, a concluir uma semana marada pelos receios cada vez mais fortes relativos à subida dos preços da energia causados pelos ataques israelo-norte-americanos ao Irão.

Os resultados da sessão indicam que o Dow Jones Industrial Average recuou 0,97%, o tecnológico Nasdaq caiu 2,01% e o alargado S&P500 perdeu 1,51%.

"Com a aproximação do fim de semana, os investidores estão, sem surpresa, algo nervosos quanto ao que se poderá passar" nos próximos dias na frente militar, disse Angelo Kourkafas, da Edward Jones, em declarações à AFP.

Donald Trump rejeitou hoje a probabilidade de um cessar-fogo como o Irão, três semanas depois do início dos ataques israelo-norte-americanos.

Mais cedo, o novo líder iraniano, Mojtaba Khamenei, assegurou que o Irão tinha infligido "um golpe vertiginoso" aos inimigos.

"Quanto mais durar a guerra, mais as repercussões económicas serão importantes", preveniu Angelo Kourkafas.

No conjunto da semana, o S&P500 perdeu 1,90%.

"O risco suplementar esta semana foi o dos desgastes causados às infraestruturas energéticas", destacou Kourkafas.

O principal local mundial de produção de gás, situado no Qatar, sofreu estragos relevantes depois de atacado pelos iranianos.  

Outros locais de produção no Golfo Pérsico, bem como refinarias, foram também alvo de ataques, tanto de iranianos como de israelitas.

O risco é o de, mesmo no caso de um fim rápido do conflito, a produção mundial continuar aquém do nível anterior aos ataques israelo-norte-americanos durante algum tempo.

Para Angelo Kourkafas, "a subida dos preços do petróleo não só mantém o nervosismo nos mercados bolsistas, como também modifica as expectativas em termos de taxa de juro".

Antes dos ataques iraelo-norte-americanos ao Irão, os investidores antecipavam uma redução da taxa de juro de referência da Reserva Federal em junho ou julho.

Agora, não só não esperam qualquer corte durante este ano, como alguns até admitem um endurecimento da política monetária para conter a inflação, segundo o observatório CME FedWatch.

"Esta combinação tóxica inquieta os analistas quanto à capacidade de as empresas manterem a capacidade de crescimento", salientou Jose Torres, da Interactive Brokers.

Lusa

Trump pondera "reduzir" esforços militares no Médio Oriente. EUA estão "muito perto" de atingir os objetivos no Irão, diz

Donald Trump usou as redes sociais para afirmar esta sexta-feira que os Estados Unidos estão "muito perto" de atingir os objetivos no Irão, pelo que pondera "reduzir" os esforços militares no Médio Oriente.

"Estamos muito perto de atingir os nossos objetivos, enquanto ponderamos reduzir os nossos grandes esforços militares no Médio Oriente em relação ao regime terrorista do Irão", lê-se na mensagem publicada na Truth Social.

O presidente norte-americano enumerou depois os objetivos dos Estados Unidos na operação Fúria Épica: "Degradar completamente a capacidade de mísseis iraniana, os lançadores e tudo o mais a eles relacionado", assim como "destruir a base industrial de defesa do Irão", mas também "eliminar a sua Marinha e Força Aérea, incluindo o armamento antiaéreo". "Nunca permitir que o Irão se aproxime sequer da capacidade nuclear e estar sempre em posição de que os EUA possam reagir de forma rápida e poderosa a tal situação, caso venha a ocorrer" é outra das ambições dos EUA na guerra contra o Irão.

Por fim, Trump fala num quinto objetivo que é "proteger, ao mais alto nível", os aliados dos EUA no Médio Oriente, "incluindo Israel, a Arábia Saudita, o Qatar, os Emirados Árabes Unidos, o Bahrein, o Kuwait e outros".

Ainda na mesma mensagem, o presidente norte-americano afirma: "O Estreito de Ormuz terá de ser vigiado e patrulhado, conforme necessário, por outras nações que o utilizam — os Estados Unidos não o fazem! Se solicitado, ajudaremos estes países nos seus esforços relativos a Ormuz, mas isso não deverá ser necessário assim que a ameaça do Irão for erradicada. É importante referir que será uma operação militar fácil para eles".

Irão diz que Starmer "está a colocar vidas britânicas em perigo" 

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, afirmou que Keir Starmer "está a colocar vidas britânicas em perigo", depois de Downing Street autorizar os EUA a usar as bases do Reino Unido na operação militar contra Teerão.

Numa mensagem divulgada nas redes sociais, Abbas Araghchi escreve que "a grande maioria do povo britânico não quer ter qualquer envolvimento na guerra" de Israel e dos EUA contra o Irão.

"Ignorando o seu próprio povo, Starmer está a colocar vidas britânicas em perigo ao permitir que as bases do Reino Unido sejam utilizadas para a agressão contra o Irão", refere, deixando um aviso: "O Irão exercerá o seu direito à autodefesa".

Presidente dos EUA: "Não quero um cessar-fogo" 

Donald Trump afirmou esta sexta-feira que não pretende um cessar-fogo na guerra contra o Irão, justificando a posição ao afirmar que os Estados Unidos estão em vantagem na ofensiva militar, denominada operação Fúria Épica, em curso desde 28 de fevereiro.

"Não quero um cessar-fogo. Não se faz um cessar-fogo quando se está literalmente a aniquilar o outro lado", justificou o presidente norte-americano.

"Acho que ganhámos. Demos cabo da Marinha deles, da Força Aérea, demos cabo das antiaéreas", reiterou Donald Trump. "Eles só estou a bloquear o estreito de Ormuz, mas, do ponto de vista militar, estão arrasados".

Donald Trump diz agora que pondera "reduzir" esforços militares no Médio Oriente
Trump concorda com a retirada de bases dos EUA em países aliados que não cooperem, como é o caso de Espanha

Reino Unido autoriza EUA a usar bases para atacar alvos iranianos no estreito de Ormuz

Após reunião, o Governo britânico decidiu esta sexta-feira autorizar os Estados Unidos a usar bases militares do Reino Unido para atacar alvos iranianos no estreio de Ormuz.

Esta posição surge depois de o Executivo de Keir Starmer autorizar, inicialmente, Washington a usar duas bases em operações defensivas na guerra do Médio Oriente.

Agora o Reino Unido aprovou a utilização das suas bases pelos EUA na "autodefesa coletiva" da região, que inclui "operações defensivas" para neutralizar instalações de mísseis iranianos que visam navios na estratégica rota marítima, o estreito de Ormuz, noticiou o The Guardian, que cita o Executivo.

Um porta-voz de Downing Street fez saber que, em reunião, os ministros concordaram que as bases do Reino Unido poderiam ser agora utilizadas para "operações defensivas americanas" para atingir "capacidades utilizadas para atacar navios no Estreito de Ormuz".

EUA podem "neutralizar" ilha de Kharg assim que Trump decidir

As forças militares dos Estados Unidos podem "neutralizar" a Ilha de Kharg, que concentra 90% das exportações petrolíferas do Irão, "a qualquer momento, se o Presidente Trump der a ordem", afirmou hoje a Casa Branca.

Em comunicado, a presidência norte-americana comentou deste modo um artigo do jornal digital Axios, relatando que a administração de Washington considera ocupar ou bloquear a ilha.

Vários órgãos de comunicação social norte-americanos noticiaram hoje o envio de milhares de soldados adicionais dos Estados Unidos para o Médio Oriente.

Lusa

O preço dos combustíveis volta a subir na próxima semana

Donald Trump diz agora que pondera "reduzir" esforços militares no Médio Oriente
Combustíveis voltam a disparar na próxima semana. Atestar com gasóleo vai custar mais de 100 euros

Guerra pode prejudicar economia dos EUA acima do previsto, alertou governador da Reserva Federal

Os efeitos de uma guerra prolongada no Irão podem restringir o consumo nos Estados Unidos e ter um impacto maior do que o previsto na economia, alertou hoje o governador da Reserva Federal (Fed), Chris Waller.

Se o conflito iniciado pelos Estados Unidos e Israel, que nas últimas três semanas já destabilizou os mercados e elevou o preço do petróleo para mais de 100 dólares o barril, continuar, os consumidores americanos poderão começar a "reduzir os seus gastos", disse Waller à CNBC.

"Os americanos estão de olho no tanque de gasolina, no preço e em quanto dinheiro gastam para abastecer o carro em comparação com o que podem gastar noutras coisas", acrescentou o economista.

Waller, que estava entre as principais escolhas do presidente Donald Trump para próximo presidente da Fed, indicou que essa situação "está a começar a influenciar a forma como os consumidores veem a economia".

"Portanto, todos esses fatores podem acabar a levar a economia — não quero dizer para uma recessão, mas sim, repentinamente, para um enfraquecimento muito maior do que prevíamos", reconheceu Waller, um dos membros do comité responsável por decidir sobre a política monetária dos EUA e nomeado por Trump para o cargo em 2020.

A Fed e o seu atual presidente, Jerome Powell, têm sofrido intensa pressão de Trump, que exige um corte agressivo nas taxas de juro, argumentando que a economia está a apresentar um desempenho melhor do que nunca sob a sua liderança e que um atraso na redução das taxas colocaria em risco essa tendência positiva.

O banco central manteve as taxas de juros inalteradas na quarta-feira, mantendo-as na faixa de 3,5% a 3,75%, embora tenha afirmado que as repercussões da guerra com o Irão são "incertas".

Waller afirmou em entrevista à CNBC que estava pronto para apoiar um corte na taxa de juros até ver o relatório de empregos de fevereiro, que mostrou uma perda de aproximadamente 92.000 vagas, acrescentando que isso não significa que não apoiará uma mudança nas taxas de juros no futuro.

"Simplesmente quero esperar para ver como as coisas se desenvolvem, se tudo correr razoavelmente bem e o mercado de trabalho continuar a mostrar fraqueza, voltarei a defender um corte na taxa básica de juros ainda este ano", disse.

Lusa

NATO retira todas as tropas de missão no Iraque devido à guerra no Irão

Devido à guerra no Irão e ao seu impacto na região do Médio Oriente, a NATO retirou todas as suas tropas de uma missão no Iraque, que não tinha uma função de combate, mas de assessoria às forças de segurança iraquianas.

A informação foi divulgada, em comunicado citado pela Reuters, pelo general da Força Aérea dos EUA Alexus Grynkewich, Comandante Supremo Aliado da NATO na Europa.

"Gostaria de agradecer à República do Iraque e a todos os aliados que ajudaram na realocação segura do pessoal da NATO do Iraque", disse o responsável. Na nota é referido que a missão da Aliança Atlântica tinha transferido "todo o seu pessoal" do Médio Oriente para a Europa.

A Aliança Atlântica afirmou que a missão continuaria a partir de um quartel-general militar em Nápoles, Itália.

Trump: "Não pensei que fosse usar tanto as forças armadas, mas estou feliz por tê-la reconstruído"

Donald Trump disse esta sexta-feira, numa cerimónia de entrega de prémios, que os EUA estão a sair-se "extremamente bem" no conflito com o Irão, anunciando que "58 navios foram destruídos em dois dias".

Nesta declaração, sublinhou que a marinha iraniana também tinha "excelentes" navios, mas "a diferença era que eles não sabiam como usá-los".

Ao falar sobre as forças armadas dos EUA teve uma frase curiosa: "Não pensei que fosse usá-la tanto, mas estou feliz por tê-la reconstruído."

Líder supremo do Irão acredita em fortalecer relações com estados vizinhos

Mojtaba Khamenei, o novo líder supremo do Irão que ainda não foi visto em público, divulgou hoje mais uma declaração por escrito, na qual afirmou que o novo ano iraniano será marcado por uma "economia resiliente", "à sombra da unidade nacional" e da "segurança nacional".

Apesar dos ataques aéreos contra vários países do Médio Oriente, Khamenei assegurou que o Irão acredita "firmemente" no fortalecimento das relações com os estados vizinhos.

Trump volta a criticar aliança: "Sem os Estados Unidos, a NATO é um tigre de papel"

Donald Trump voltou esta sexta-feira a criticar a NATO, através de uma publicação na própria rede social, Truth Social.

"Sem os EUA, a NATO É UM TIGRE DE PAPEL! Não quiseram juntar-se à luta para travar um Irão com armas nucleares. Agora que esta luta foi VENCIDA militarmente, com muito pouco perigo para eles, queixam-se dos elevados preços do petróleo que são obrigados a pagar, mas não querem ajudar a abrir o Estreito de Ormuz, uma simples manobra militar que é a única razão para os elevados preços do petróleo. Tão fácil para eles fazerem, com tão pouco risco. COBARDES, e nós LEMBRAREMOS!", escreveu o presidente dos Estados Unidos.

Diretor da IATA diz que aumento dos preços dos bilhetes de avião é "inevitável"

O diretor-geral da IATA, a principal associação mundial de companhias aéreas, afirmou hoje que um aumento dos preços dos bilhetes de avião é “inevitável”, perante a subida dos preços dos hidrocarbonetos devido à guerra no Médio Oriente.

O preço do barril de querosene, derivado do petróleo, duplicou desde o ataque israelo-americano contra o Irão, a 28 de fevereiro, um aumento ainda superior ao do petróleo bruto, observou Willie Walsh durante uma conferência organizada pela Associação de Jornalistas Profissionais da Aeronáutica e do Espaço (AJPAE).

As companhias aéreas tinham previsto dedicar, em média, 26% das suas despesas operacionais ao combustível este ano, com base num barril de querosene a 88 dólares, recordou Walsh, quando o preço já ultrapassava os 216 dólares, na quinta-feira.

Não é preciso ser um génio para deduzir que os custos adicionais que as companhias terão de enfrentar, se a situação persistir, serão muito superiores ao que podem absorver”, acrescentou Willie Walsh, cuja associação reúne 360 transportadoras que representam 85% do tráfego mundial.

Desta forma, o responsável assegurou ainda que "é inevitável que os preços dos bilhetes aumentem", uma subida já sentida em alguns mercados, em particular nos Estados Unidos.

Willie Walsh considerou que a magnitude da crise atual, que afeta principalmente as companhias do Golfo forçadas a cancelar grande parte dos voos, não tem “nada a ver com a da Covid”.

O diretor da IATA comparou a atual situação aos acontecimentos de 11 de setembro de 2001, quando as torres gémeas, nos Estados Unidos, foram alvo de um ataque e as rotas transatlânticas entraram em colapso durante alguns meses.

Ainda assim, para Walsh, "a procura subjacente continua robusta" para as viagens aéreas, mesmo que o aumento dos preços dos bilhetes "tenha consequências" no comportamento dos consumidores.

Em crises como esta, “as pessoas continuam a viajar, mas fazem viagens mais curtas”, assegurou.

Lusa

Diretor da Agência Internacional de Energia diz que  mundo enfrenta maior ameaça energética da História

O diretor da AIE advertiu hoje que o mundo enfrenta a maior ameaça energética da História devido à guerra no Irão, e avisou que pode levar seis meses para restabelecer os fluxos de petróleo e gás do golfo Pérsico.

Numa entrevista ao 'Financial Times' (FT) publicada hoje, o diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, afirmou que os políticos e os mercados subestimam a magnitude da interrupção nos fluxos energéticos, dado que aproximadamente um quinto das reservas está paralisado na região.

"Algumas instalações levarão seis meses para estarem operacionais, outras muito mais", acrescentou.

"As pessoas entendem que isso representa um grande desafio, mas não tenho a certeza de que se compreenda bem a magnitude e as consequências da situação", destacou Birol, e acrescentou que a crise também afetou o fornecimento mundial de fertilizantes para culturas, produtos petroquímicos para plásticos, roupas e manufatura.

"Trata-se de matérias-primas vitais para a economia global", afirmou Birol.

As declarações de Birol ocorrem numa altura em que o preço do petróleo Brent superou os 110 dólares por barril depois dos ataques com mísseis desta semana contra centros energéticos vitais, como o campo de gás South Pars do Irão e o complexo Ras Laffan do Qatar.

Lusa

França pede “concessões importantes” por parte do Irão

O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Noel Barrot, pediu hoje a Teerão “concessões importantes” e uma mudança de postura, no 21.º dia da guerra israelo-americana contra a República Islâmica.

Falando numa conferência de imprensa no Aeroporto Internacional Ben Gurion, em Telavive, Barrot defendeu que as operações militares em curso devem ser acompanhadas por uma solução política com efeitos duradouros.

“Qualquer que seja o resultado das operações militares em curso, deve ser complementado por uma solução política que produza efeitos duradouros”, afirmou o chefe da diplomacia francesa.

Segundo Barrot, essa solução implica que o regime iraniano se comprometa com “concessões importantes” e uma “mudança radical de postura”.

O ministro francês sublinhou ainda que a estabilidade regional depende da implementação do plano de paz para Gaza apresentado pelos Estados Unidos no outono passado.

Entre as medidas apontadas, destacou o acesso humanitário irrestrito, o desarmamento do movimento islamita palestiniano Hamas e a criação de um horizonte político baseado na solução de dois Estados, com Israel e um futuro Estado palestiniano a coexistirem em paz dentro de fronteiras seguras e reconhecidas.

Lusa

Suíça suspende exportação de material militar para países envolvidos na guerra

O Governo suíço anunciou hoje que “não pode autorizar” exportações de equipamento militar para os Estados Unidos, devido ao envolvimento de Washington na guerra no Irão, e por ser um país regido pelo principio da neutralidade.

A neutralidade tradicional da Suíça impede-a também de exportar equipamento militar para Israel e para o Irão, mas o país já não autorizava as exportações para estes dois países - no caso do Irão, existe mesmo um embargo em vigor - há vários anos, segundo um comunicado do Governo.

A Suíça já tinha indicado na semana passada que, desde o início do conflito, a 28 de fevereiro, não autorizava qualquer pedido de exportação de armas para os Estados Unidos, o seu segundo maior comprador de equipamento militar em 2025, tendo esta posição sido hoje esclarecida na reunião do Conselho Federal (o poder executivo).

Foi igualmente esclarecido que as autorizações existentes para exportações para os Estados Unidos continuam válidas, desde que os bens não se destinem a fins militares.

No entanto, estas exportações serão periodicamente revistas por um grupo de peritos de diversos ministérios, incluindo os Ministérios da Economia, dos Negócios Estrangeiros e da Defesa, para determinar se estão em conformidade com o princípio da neutralidade.

O Governo helvético sublinhou ainda que este mesmo grupo irá também rever periodicamente as exportações de bens de dupla utilização (militares e civis) e de certos bens para o Irão, enquanto as exportações para Israel manterão as restrições existentes.

No ano passado, as empresas suíças de armamento exportaram material militar no valor de 948,2 milhões de francos suíços (1.052,6 milhões de euros, ao câmbio atual), ou seja, quase 43% mais do que no ano anterior.

Os Estados Unidos foram o segundo maior comprador, a seguir à Alemanha, ao importarem o equivalente a 105 milhões de euros, sobretudo de diversos tipos de munições e componentes para caças.

Lusa

Governo estuda desconto para gasóleo agrícola

O Governo está a estudar um desconto para o gasóleo agrícola, disse hoje o ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes

“Isso está em cima da mesa, eu próprio já enviei uma proposta de um decreto-lei para o ministro das Finanças, que está mais do que sensível para esta situação”, afirmou aos jornalistas, em São Pedro de Moel, concelho da Marinha Grande (Leiria).

Sobre o valor do desconto neste gasóleo, também conhecido como colorido ou verde, José Manuel Fernandes recusou antecipar, dado ainda estar em negociação com o ministro Joaquim Miranda Sarmento.

Contudo, o governante disse acreditar que a negociação “será rápida”.

“Agora, é importante que também se arranje uma forma que seja simples e é isso que estamos a ver”, adiantou.

Segundo o ministro, “quando houve a guerra na Ucrânia, aquilo que o Governo anterior do Partido Socialista decidiu fazer foi apurar as contas e aprovou uma portaria em 2022 com efeitos retroativos a 2021”.

“Neste momento, nós temos de ter uma forma simples, porque há grandes variações, de vermos como é que podemos dar esse apoio e se podemos dá-lo, no fundo, de uma forma mais rápida ou se vale a pena esperar e depois fazer de forma retroativa”, declarou.

José Manuel Fernandes reiterou que o executivo quer ver se arranja uma “solução diferente” da decidida pelo governo socialista, para que “haja um pagamento mais rápido”.

Os preços dos combustíveis em Portugal vão continuar a subir na próxima semana com o gasóleo simples a aumentar cerca de 15 cêntimos por litro, e a superar os dois euros, e a gasolina 95 a encarecer nove cêntimos.

As previsões do aumento dos preços foram cedidas à Lusa pela Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis e têm já o valor do IVA incluído.

Com base nos valores atuais da Direção-Geral de Energia e Geologiae tendo em conta as previsões das subidas com os valores da abertura do mercado, a partir de segunda-feira, o preço médio da gasolina simples 95 deverá situar-se nos 1,947 euros por litro, enquanto o gasóleo simples poderá atingir os 2,077 euros por litro.

A média final só ficará fechada ao final do dia, podendo ainda registar alterações em função da evolução das cotações internacionais do petróleo, e o custo final na bomba poderá variar conforme o posto de abastecimento, a marca e a localização.

Além disso, as descidas extraordinárias das taxas do ISP que o Governo tem vindo a aprovar caso os aumentos ultrapassem os 10 cêntimos poderão também baixar os valores previstos.

Lusa

Espanha baixa IVA de combustíveis, luz e gás para 10%

O IVA nos combustíveis, eletricidade e gás natural vai baixar em Espanha de 21% para 10%, dentro de um pacote de "redução drástica da fiscalidade energética" para responder ao impacto da guerra no Médio Oriente, anunciou hoje o Governo.

Esta é uma das 80 medidas que integra um Plano Integral de Resposta à crise no Médio Oriente aprovado hoje pelo Governo espanhol num Conselho de Ministros extraordinário, revelou o primeiro-ministro, Pedro Sánchez, numa conferência de imprensa em Madrid.

Além de medidas "mais de caráter conjuntural", relacionadas sobretudo com uma "redução drástica de toda a fiscalidade energética", o plano inclui outras "de caráter mais estrutural", para continuar a incentivar investimentos de particulares e empresas na descarbonização e eletrificação da economia, em linha com o que o atual Governo espanhol tem feito nos últimos sete anos, afirmou Sánchez.

No global, o plano "vai mobilizar" cinco mil milhões de euros, disse Sánchez, que considerou ser este o valor que, para já, "a guerra ilegal" no Médio Oriente vai custar aos espanhóis.

As medidas conjunturais, de resposta imediata ao impacto da guerra nos preços da energia, incluem, para além da baixa do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) na luz, combustíveis e gás natural, a descida ou suspensão de outros impostos, como o imposto especial sobre hidrocarbonetos e outros sobre a produção e consumo de eletricidade.

O pacote de medidas inclui também descontos e ajudas no gasóleo para transportadores e para o setor da agropecuária, assim como apoios para a compra de fertilizantes para a agricultura.

Em paralelo, o executivo vai reforçar os apoios para o pagamento da luz destinados a famílias consideradas vulneráveis.

Lusa

Irão acusa Reino Unido de cumplicidade na guerra

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, denunciou a utilização de bases militares britânicas pelos Estados Unidos, considerando tratar-se de cumplicidade de Londres na guerra.

A acusação de Abbas Araghchi foi comunicada diretamente à chefe da diplomacia britânica, Yvette Cooper, durante um contacto telefónico estabelecido no sábado passado.

De acordo com um comunicado sobre o assunto divulgado hoje em Teerão, Araghchi disse que as ações do Governo de Londres vão ser "certamente consideradas participação na agressão" e vão ficar "gravadas na história" das relações entre o Irão e o Reino Unido.

O governo britânico aprovou, no início de março, o uso estritamente defensivo de bases militares na região do Médio Oriente, depois de o Governo de Londres ter sido fortemente criticado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, pela recusa inicial.

Lusa

MNE chinês diz à homóloga britânica que “numa guerra prolongada não há vencedores”

O ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, afirmou na quinta-feira que "numa guerra prolongada não há vencedores", a propósito do conflito no Médio Oriente, durante uma conversa telefónica com a sua homóloga britânica, Yvette Cooper.

Wang indicou que "a vontade dos povos é um cessar-fogo", segundo um comunicado divulgado pelo ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

O diplomata instou "todas as partes a pôr termo de imediato às operações militares, resolver as divergências através de um diálogo equitativo e salvaguardar conjuntamente a paz e a estabilidade regionais".

Wang afirmou que "o atual conflito no Médio Oriente está a intensificar-se e os combates estão a alastrar, afetando não só a paz e a estabilidade regionais, mas também diretamente a energia, as finanças, o comércio e o transporte marítimo internacionais, prejudicando os interesses comuns de todos os países".

"Enquanto membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, a China e o Reino Unido têm a responsabilidade de manter a paz e a segurança internacionais", acrescentou o ministro chinês.

Cooper declarou que, "perante um mundo cada vez mais instável, o Reino Unido espera manter uma comunicação fluida com a China para promover uma rápida resolução do conflito, retomar as negociações diplomáticas e procurar uma solução a longo prazo", segundo o comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

Lusa

Estados do Golfo anunciam estar a responder a novos ataques iranianos

Os Emirados Árabes Unidos e o Kuwait afirmaram hoje, em comunicados separados, estar a responder a ataques iranianos com mísseis, enquanto a Arábia Saudita anunciou ter interceptado drones.

Também no Golfo, estilhaços provenientes de uma "agressão iraniana" provocaram um incêndio num armazém no Bahrein, informou o Ministério do Interior do país, onde as sirenes de alerta antiaéreo tinham sido ativadas. O incêndio foi controlado e não causou vítimas.

No Kuwait, o exército indicou, num comunicado, que as suas defesas aéreas "respondem a um míssil hostil e a ameaças de drones", enquanto o Ministério do Interior dos Emirados Árabes Unidos refere "a ameaça de mísseis".

Na Arábia Saudita, seis drones foram "interceptados e destruídos" no leste do país e outro no norte, segundo o Ministério da Defesa.

O Irão prosseguiu na quinta-feira os ataques às infraestruturas energéticas no Golfo. Os drones iranianos atingiram uma refinaria saudita e outras duas no Kuwait, e infligiram danos graves na principal instalação mundial de gás natural liquefeito (GNL) no Qatar, em resposta aos ataques israelitas ao campo de gás de South Pars/ North Dome, partilhado por Teerão e Doha.

Lusa

Kuwait anuncia novos ataques iranianos a refinaria de petróleo

A Corporação Petrolífera do Kuwait informou hoje que uma refinaria foi alvo de ataques com drones, e Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Bahrein relataram ataques nos respetivos territórios, 21 dias após o início da guerra no Médio Oriente.

Segundo a agência oficial do Kuwait, a refinaria Mina Al-Ahmadi, atacada na véspera, foi alvo de novos impactos de drones, que provocaram um incêndio em algumas das suas unidades, sem que tenham sido registadas vítimas.

O Exército do Kuwait tinha informado anteriormente que as suas defesas aéreas tinham interceptado mísseis e drones que penetraram no espaço aéreo do país.

A Companhia Nacional de Petróleos kuwaitiana informou na quinta-feira que duas das suas principais refinarias, a de Mina Al-Ahmadi e a de Mina Abdullah, foram atacadas por drones que provocaram incêndios.

Da mesma forma, as defesas aéreas dos Emirados Árabes Unidos responderam hoje à penetração de mísseis e drones iranianos no seu espaço aéreo, de acordo com um comunicado do Ministério da Defesa do país em Abu Dabi, no qual não foi especificado o número de aeronaves não tripuladas interceptadas.

O Ministério da Defesa saudita também informou na sua conta da rede social X que quatro drones foram neutralizados na região oriental do país.

O Bahrein, por sua vez, relatou um incêndio num armazém "provocado pela agressão iraniana", segundo o Ministério do Interior, que pouco tempo depois atualizou a informação, anunciando a extinção do incêndio.

O Ministério da Defesa do Bahrein afirmou hoje que, desde o início da guerra, no passado dia 28 de fevereiro, as suas defesas aéreas interceptaram 139 mísseis e 238 drones provenientes do Irão.

Lusa

Guarda Revolucionária anuncia morte de porta-voz em ataque aéreo inimigo

A Guarda Revolucionária iraniana anunciou hoje a morte do seu porta-voz, Ali-Mohammad Naini, vitimado em mais um ataque aéreo da ofensiva militar conjunta de Israel e dos Estados Unidos da América (EUA).

"Caiu como um mártir no cobarde e criminoso ataque terrorista perpetrado pelo lado sionista-americano, ao amanhecer", lê-se em comunicado oficial daquela força militar da República Islâmica no seu portal da Internet, Sepah News.

Entretanto, o novo ‘líder supremo’ do Irão, Mojtaba Khamenei, declarou hoje que os inimigos não devem viver em segurança, sublinhando a retaliação pela morte do ministro dos serviços de informações.

Agência de Energia faz recomendações para reduzir procura de petróleo

A Agência Internacional de Energia (AIE) recomendou hoje mais três dias de teletrabalho, menos 40% de voos comerciais e a gratuitidade dos transportes públicos para reduzir a procura de petróleo face à guerra no Médio Oriente.

Num relatório, aquela instituição apresentou 10 medidas “de urgência”, sobretudo para combater o recurso a viaturas privadas, as quais podem poupar até cerca de seis milhões de barris por dia, compensando em parte a escassez global de crude.

“O conflito no Médio Oriente provocou a maior interrupção de fornecimento da história do mercado internacional de petróleo devido à paragem quase total do trânsito naval pelo estreito de Ormuz”, lê-se.

Segundo a AIE, cerca de 15 milhões de barris de crude e outros cinco milhões de produtos petrolíferos passavam diariamente naquela via marítima, cerca de 20% do consumo mundial daquelas matérias, mas as quantidades ficaram reduzidas a "conta-gotas".

O texto defende ser essencial trabalhar do lado da procura, já que os preços do crude já ultrapassaram a barreira dos 100 dólares/barril, apesar do esforço de libertação das reservas por parte de muitos países (426 mil barris).

"Há uma crescente preocupação com o impacto da alta de preços sobre as famílias, as empresas e a economia em geral", alertou a AIE.

Entre as restantes medidas propostas está a redução do limite de velocidade nas estradas em, pelo menos, 10 km/h, para baixar o consumo de combustível "entre 5% e 10% por veículo".

A partilha de veículos e a restrição de circulação nas grandes áreas metropolitanas, através do rateio de matrículas (pares/ímpares, por exemplo), também constam do plano.

O diretor-executivo da AIE, o turco Fatih Birol, reconheceu porém que medidas de austeridade, por si só, não vão ser suficientes.

"Retomar a navegação pelo estreito de Ormuz é a ação mais importante para restaurar a estabilidade dos fluxos de petróleo e de gás e reduzir a pressão sobre os mercados e os preços", declarou.

Segundo Birol, a atual situação causada à ofensiva militar de Israel e Estados Unidos contra o Irão e consequentes retaliações na região do golfo Pérsico, é diferente da verificada aquando da invasão da Ucrânia pela Rússia, em 24 de fevereiro de 2022.

"Como vimos em 2022, os governos podem intervir com medidas para ajudar os consumidores com suas contas de energia durante picos de preços. No entanto, os recursos fiscais são limitados e é vital que essas medidas sejam direcionadas àqueles que mais precisam", concluiu.

Lusa

Líder Supremo do Irão pediu retaliação pela morte do ministro das informações

O novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, afirmou hoje através de um comunicado que os inimigos da República Islâmica não devem viver em segurança, sublinhando a retaliação pela morte do ministro dos serviços de informações.

O ayatollah Mojtaba Khamenei fez as declarações num comunicado enviado ao Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, depois de Israel ter morto o ministro dos Serviços de Informações, Esmail Khatib.

Khamenei não é visto em público desde que foi nomeado líder supremo, sucedendo ao pai, o ayatollah Ali Khamenei, de 86 anos, que foi morto num ataque aéreo israelita no primeiro dia da guerra, a 28 de fevereiro.

As autoridades norte-americanas e israelitas sugeriram que Mojtaba Khamenei tinha ficado ferido na sequência de um bombardeamento.

Lusa

Seleção de futebol feminina é recebida em festa no regresso a Teerão

As integrantes da seleção nacional feminina de futebol do Irão foram recebidas com uma cerimónia de boas-vindas ao regressarem esta quinta-feira à República Islâmica, depois de várias jogadoras terem pedido asilo na Austrália.

"Em primeiro lugar, estamos muito felizes por estar no Irão, porque o Irão é a nossa pátria", afirmou a meio-campista Fatemeh Shaban.

À chegada da equipa, uma multidão acenava com bandeiras, enquanto algumas jogadoras seguravam ramos de flores e autografavam o que pareciam ser mini-bolas de futebol. A imprensa iraniana tinha noticiado que a equipa regressaria na quarta-feira.

"Não esperava que tantas pessoas viessem dar-nos as boas-vindas, e estou feliz por ser filha do Irão", disse Shaban.

Duas jogadoras iranianas, Fatemeh Pasandideh e Atefeh Ramezanisadeh, optaram por permanecer na Austrália e têm treinado com o clube Brisbane Roar.

Outras, que inicialmente solicitaram asilo após a equipa ter sido eliminada da Taça da Ásia Feminina, mudaram posteriormente de ideias e afirmaram que regressariam ao Irão.

A seleção iraniana chegou à Austrália para o torneio pouco antes do início da guerra no Irão, a 28 de fevereiro. A equipa ganhou inicialmente atenção mundial quando algumas jogadoras permaneceram em silêncio durante o hino nacional do Irão antes do primeiro jogo na Taça da Ásia. O silêncio foi interpretado como um ato de resistência ou protesto por alguns comentadores e como uma demonstração de luto por outros.

As jogadoras não revelaram publicamente a decisão nem a explicaram e cantaram o hino nacional antes dos dois jogos seguintes.

O primeiro vice-presidente iraniano, Mohammad Reza Aref, rejeitou na semana passada as sugestões de que as mulheres não estariam seguras se regressassem a casa, afirmando que o país "acolhe os seus filhos de braços abertos e que o Governo garante a sua segurança".

Sete membros da delegação começaram por solicitar asilo na Austrália na semana passada, pedidos que foram motivo de constrangimento para os líderes iranianos, e elogiados pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, antes de cinco das sete jogadoras acabarem por mudar de ideias, incluindo a capitã Zahra Ghanbari.

Ativistas acusaram as autoridades iranianas de pressionar as famílias das mulheres – incluindo a convocação dos pais para interrogatórios –, mas Teerão, por sua vez, alegou que a Austrália tentou forçar as atletas a desertar.

O ministro do Interior australiano, Tony Burke, afirmou na semana passada que o Governo passou vários dias em negociações secretas com as jogadoras, que foram levadas para um local seguro depois de deixarem o hotel na Gold Coast na noite em que as sete decidiram pedir asilo.

No regresso a Teerão, a equipa fez uma longa viagem, passando pela Malásia, Omã e, em seguida, por Istambul e entraram no Irão pela passagem fronteiriça terrestre de Gurbulak-Bazargan, entre a Turquia e o Irão.

A agência de notícias iraniana Mehr publicou imagens de uma pequena festa de boas-vindas no lado iraniano da fronteira, bem como da equipa e da comitiva sentadas num palco com um tapete vermelho.

"Reunimo-nos todos aqui para lhes dar os parabéns e expressar o nosso apreço", afirmou o presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, segundo notícias divulgadas pela imprensa. "Apesar de serem mulheres, demonstraram coragem e força dignas de um homem", acrescentou.

As autoridades iranianas organizaram esta quinta-feira uma cerimónia de boas-vindas de maior dimensão na Praça Valiasr, em Teerão, onde se realizaram outras manifestações pró-governo nas últimas semanas, de acordo com os meios de comunicação iranianos.

Grupos de direitos humanos acusaram Teerão de pressionar os atletas no estrangeiro, ameaçando os familiares com a apreensão de bens caso desertem ou façam declarações contra a República Islâmica.

Lusa

Israel lança nova onda de ataques "no coração" de Teerão

O Exército de Israel anunciou hoje uma nova onda de ataques contra infraestruturas do regime iraniano no "coração de Teerão", a capital do país.

Numa breve mensagem na rede de mensagens Telegram, as Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram ter "iniciado uma onda de ataques contra as infraestruturas do regime terrorista do Irão".

Meios de comunicação como a Al Jazeera relataram explosões em Teerão.

Por volta da meia-noite, em contrapartida, Jerusalém foi alvo de, pelo menos, quatro séries de ataques lançados a partir do Irão em pouco mais de uma hora.

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