Trump momentos antes de se ouvirem tiros e ser retirado do jantar.
Trump momentos antes de se ouvirem tiros e ser retirado do jantar.Foto: EPA / Yuri Gripas / POOL

Trump diz que atirador é "um louco". Presidente retirado do Jantar dos Correspondentes da Casa Branca

Agente que travou o atacante está no hospital, mas "em grande forma", disse presidente, que prometeu retomar o evento nos próximos 30 dias. Atirador identificado como californiano de 31 anos.
Publicado a
Atualizado a

Os convidados do Jantar dos Correspondentes da Casa Branca estavam a terminar o primeiro prato quando se ouviram tiros no hotel de Washington onde decorria o evento. Os agentes do Secret Service apressaram-se a retirar o presidente Donald Trump do local, onde devia discursar mais tarde. O suspeito foi mais tarde identificado como Cole Thomas Allen, de 31 anos, originário de Torrance na Califórnia. Antes de ser detido, o homem atingiu a tiro um dos agentes de segurança, que usava colete à prova de bala e foi entretanto hospitalizado.

Segundo Jeffery W Carroll, o chefe da polícia de Washington, o suspeito era hóspede no hotel onde decorria o jantar. Os motivos para o tiroteio não foram imediatamente identificados.

Donald Trump partilhou na sua rede Truth Social uma imagem do momento em que o atirador é detido.

Em declarações aos jornalistas pouco depois de ter sido retirado do local - onde se encontravam, além da primeira-dama Melania Trump, vários membros da Administração, como o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado, Marco Rubio, ou o secretário da Defesa, Pete Hegseth -, Donald Trump, descreveu o suspeito como um "potencial assassino", que tinha várias armas.

"Esta não é a primeira vez nos últimos anos que a nossa República é atacada por um potencial assassino que procurava matar", disse o republicano, numa conferência de imprensa, realizada na Casa Branca. O presidente explicou que o homem estava na posse de várias armas, facas e armas de fogo, quando foi detido pelos Serviços Secretos, no exterior do jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca.

O Washington Post partilhou no Instagram um vídeo do momento em que o presidente é alertado de que algo se passa e é retirado do local.

Trump lembrou que esta não é a primeira vez, nos últimos dois anos, que um republicano é alvo de um ataque por parte de um "aspirante a assassino". O presidente recordou as duas ocasiões em que alguém tentou assassiná-lo antes de ser reeleito, incluindo num comício em Butler, na Pensilvânia, onde foi atingido a tiro numa orelha, e noutra ocasião enquanto jogava golfe em Palm Beach, na Florida.

Os Serviços Secretos retiraram os membros do Governo e a primeira-dama Melania Trump do salão onde se realizava o evento, que foi depois evacuado, e a associação acabou por adiar o jantar.

O Secret Service disse que o atacante atingiu um membro das forças de segurança, que usava colete à prova de bala, e que o agente deverá recuperar sem sequelas.

"Foi baleado à queima-roupa com uma arma muito potente, e o colete fez o seu trabalho", referiu Donald Trump. O republicano descreveu o atirador, um residente no estado da Califórnia, como "um louco" e "uma pessoa com problemas graves", garantindo que agiu sozinho e chamando-lhe "lobo solitário".

Antes da conferência de imprensa, Trump publicou na Truth Social um vídeo e imagens que mostram o suspeito a correr em direção a uma barricada de segurança enquanto agentes do Secret Service correm na direção do homem.

Na mesma conferência de imprensa, a presidente da Câmara de Washington, Muriel Bowser, disse que o suspeito terá agido sozinho. "Não temos motivos para acreditar, neste momento, que mais alguém esteja envolvido", disse Bowser.

Já Jeanine Pirro, a procuradora geral dos EUA para o Distrito de Columbia, onde fica a capital federal, disse que o suspeito foi acusado de posse ilegal de armas e agressão e que vai comparecer em tribunal na segunda-feira.

Trump enquanto presidente sempre boicotou o Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, com exceção deste ano. O jantar, que reúne centenas de jornalistas e executivos dos média, juntamente com convidados das esferas política e económica, realiza-se anualmente no final de abril e angaria fundos para bolsas de estudo e prémios.

Este tiroteio teve lugar no mesmo hotel, o Washington Hilton, onde em 1981 o presidente Ronald Reagan foi alvejado por um atirador, tendo ficado ferido mas sobrevivido à tentativa de assassínio.

Líderes mundiais condenam "violência política

Foram vários os líderes mundiais que reagiram ao tiroteio no Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, condenando um episódio de "violência política" e mostrando-se aliviados por pelo facto de Donald Trump, os funcionários e os jornalistas terem saído ilesos,

O primeiro-ministro canadiano Mark Carney, cujo governo se encontra em tensas negociações comerciais com os EUA, disse no X: "Sinto-me aliviado por saber que o presidente, a primeira-dama e todos os convidados estão bem, na sequência das notícias de tiros durante o jantar de correspondentes da Casa Branca, esta noite, em Washington." E acrescentou: "A violência política não tem lugar em nenhuma democracia e os meus pensamentos estão com todos aqueles que ficaram abalados por este acontecimento perturbador."

Também a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, disse ser "bom que o presidente Trump e a sua esposa estivessem bem após os recentes acontecimentos". "Enviamos-lhes o nosso respeito. A violência nunca deve ser o caminho", disse.

O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, quanto a ele, disse também estar satisfeito por saber que todos os participantes estavam bem. "Aplaudimos o trabalho do Secret Service e das forças policiais pela sua ação rápida", afirmou em comunicado.

Com Lusa

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt