A televisão estatal do Irão teve a programação interrompida este domingo, 18 de janeiro, após um ataque de um hacker que exibiu artes gráficas de apoio aos protestos contra o governo no país.Essas imagens continham elogios ao ex-príncipe herdeiro exilado, Reza Pahlavi, e indicavam haver apoio dos Estados Unidos e da Europa. Pahlavi, líder da oposição no Irão e atualmente nos Estados Unidos, foi apelidado de “a nossa voz”, tendo sido mencionado que este traria apoio internacional à oposição.“A América está convosco” foi uma das mensagens transmitidas. Também foi referido que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria prometido, vezes sem conta, apoiar os iranianos “na luta contra o regime islâmico”.. Outras mensagens revelavam que a Europa também apoiava os manifestantes e avisavam que as autoridades fariam “tudo para manter a população na ignorância”.Essa interrupção da programação incluiu ainda vídeos editados de discursos de Pahlavi, nos quais pede que funcionários do Estado e membros das forças armadas e de segurança abandonem a República Islâmica e se juntem aos manifestantes.“Os funcionários das instituições estatais e das forças armadas e de segurança têm a oportunidade de se unirem ao povo e apoiarem a nação ou de ficarem do lado dos assassinos do povo e atraírem sobre si a vergonha e a maldição eternas da nação. Já devem ter ouvido a mensagem do Presidente dos Estados Unidos. A ajuda está a caminho", afirmou.Os excertos aparentemente terão sido retirados de vídeos publicados por Pahlavi nas redes sociais nos dias 12 e 13 de janeiro.Outras mensagens exibidas durante a invasão indicavam que as forças de segurança estariam a recuar nos centros das principais cidades e que milhares teriam deposto as armas e declarado lealdade aos manifestantes..Escolas reabrem no Irão .Os protestos no Irão começaram em 28 de dezembro, quando comerciantes de Teerão fecharam os seus negócios devido à queda do rial, mas logo se espalharam a todo o país com gritos de "Morte à República Islâmica" e "Morte a Khamenei".Teerão afirma não ter a contagem do número de mortos nos protestos que ocorreram na República Islâmica nas últimas semanas e que atribui a mercenários apoiados por Israel e pelos EUA, mas ONG da oposição sediadas no exílio, como a Iran Human Rights, estimam em 3.428 o número de mortos.