Buscar na Venezuela, em Caracas, no sábado 27 de junho.
Buscar na Venezuela, em Caracas, no sábado 27 de junho. Foto: EPA

Sismos na Venezuela. Sobe para 53 o número de portugueses e lusodescendentes mortos

O Ministério dos Negócios Estrangeiros avança também que estão desaparecidos ou incontactáveis 83 pessoas com ligações a Portugal.
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O número de portugueses e lusodescendentes mortos devido aos sismos de quarta-feira na Venezuela subiu para 53, segundo um novo balanço divulgado este domingo (28 de junho) pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).

De acordo com o MNE, estão desaparecidos ou incontactáveis 83 portugueses ou lusodescendentes, dos quais 46 são homens e 37 são mulheres.

Segundo os dados mais recentes do MNE, entre os 53 mortos estão oito crianças e 45 adultos, sendo que 46 são lusodescendentes, seis são portugueses e um tem nacionalidade portuguesa por casamento.

O anterior balanço, divulgado ao fim da manhã, dava conta de 51 portugueses e lusodescendentes entre as vítimas mortais do duplo sismo que atingiu a Venezuela.

Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 1.450 mortos e 3.150 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.

Segundo a ONU, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas.

Vários países, incluindo Portugal e outros estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.

A base de operações da missão portuguesa de resposta aos sismos está sediada em Catia la Mar, em La Guaira, uma zona de grande concentração de portugueses e lusodescendentes.

Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.

* atualizado às 21.50

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