Intensidade do abalo levou a pequenas derrocadas.
Intensidade do abalo levou a pequenas derrocadas.EPA/FELICE DE MARTINO

Sismo de magnitude 4,7 nos Campos Flégreos provoca feridos ligeiros na região de Nápoles

O abalo, o mais forte registado na zona vulcânica nas últimas quatro décadas, causou a suspensão dos comboios, apagões e o desabamento de edifícios antigos em Pozzuoli.
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Um sismo de magnitude 4,7 na escala de Richter foi esta sexta-feira (31 de julho) registado na região vulcânica dos Campos Flégreos (Campi Flegrei), no sul de Itália, provocando feridos ligeiros, danos estruturais e o pânico generalizado entre os habitantes de Pozzuoli, Nápoles e localidades limítrofes.

O abalo sísmico, registado às 19h46 (hora local, mais um hora do que em Lisboa), teve o seu epicentro localizado entre os municípios de Pozzuoli e Quarto.

O sismo teve epicentro a escassos três quilómetros de profundidade, o que fez com que os seus efeitos se fizessem sentir de forma mais violenta. Trata-se do evento sísmico de maior intensidade registado na caldera vulcânica nos últimos 40 anos, superando os picos da crise de bradisismo vivida no início da década de 1980.

O sismo principal foi seguido de várias réplicas, destacando-se uma de magnitude 3.8 por volta das 22h00 (21h00 em Lisboa).

Danos materiais e feridos ligeiros

Segundo os media italianos, em Pozzuoli, a cidade mais próxima do epicentro, viveu-se um cenário de grande aflição. Um palacete desabitado situado nas imediações do anfiteatro romano ruiu parcialmente, cobrindo as ruas circundantes de poeira e detritos. Registaram-se igualmente derrocadas de pedras e encostas que atingiram e danificaram várias viaturas estacionadas.

Em múltiplos bairros de Nápoles e nas povoações vizinhas de Bacoli, Quarto e Monte di Procida, milhares de pessoas saíram em pânico para as ruas, receando o colapso das habitações.

De acordo com o Ministro da Proteção Civil italiano, Nello Musumeci, e as autoridades da Região da Campânia, contabilizam-se entre quatro a oito feridos ligeiros. A maioria dos casos resulta de contusões, pequenas quedas ou cortes provocados por vidros partidos e ou outros percalços ocorridos durante a evacuação apressada dos edifícios.

Os feridos receberam assistência médica e apoio psicológico nos pontos de emergência, segundo a mesma fonte.

O terramoto obrigou à paralisação preventiva de infraestruturas de transporte, incluindo os comboios no nó de Nápoles — afetando ligações de Alta Velocidade, Intercity e regionais — de modo a permitir vistorias técnicas de segurança aos carris e viadutos.

Também o porto de Pozzuoli suspendeu as operações, cancelando os serviços de ferry para as ilhas de Ísquia e Procida. Registaram-se ainda falhas temporárias no fornecimento de eletricidade em vários setores de Nápoles e na ilha de Procida.

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