Elon Musk acusa Zelensky de se "alimentar dos cadáveres de soldados ucranianos"

"Creio que os russos querem ver o fim da guerra" na Ucrânia, defendeu o presidente dos EUA. "Eles têm as cartas na mão, porque tomaram muito território", considerou Trump.
Elon Musk muito crítico em relação ao presidente da Ucrânia.
Elon Musk muito crítico em relação ao presidente da Ucrânia.FOTO: EPA/CHIP SOMODEVILLA / POOL

Há plano franco-britânico sobre força militar para garantir segurança

Londres e Paris estão a trabalhar na criação de uma força europeia para garantir a segurança da Ucrânia em caso de cessar-fogo, composta por "menos de 30 000 soldados", segundo a imprensa britânica, informações parcialmente confirmadas em Paris.

Fonte francesa próxima do processo, citada pela agência de notícias francesa AFP a coberto do anonimato, indicou que os debates estão a decorrer e que está a ser considerado um projeto que incluirá vários países europeus.

Citando "responsáveis ocidentais", vários jornais britânicos, entre os quais The Guardian, The Financial Times e The Times, afirmaram que essa força será principalmente aérea e marítima, com uma presença "mínima" no terreno, longe da linha da frente de batalha, no leste do país.

Esse contingente militar terá como objetivo impedir os ataques russos a cidades, portos e infraestruturas ucranianas, na eventualidade de um cessar-fogo com a Rússia mediado pelos Estados Unidos, escreveu o The Guardian.

De acordo com a fonte francesa a par do que está em discussão, o Centro de Planeamento e Condução de Operações (CPCO) do Exército francês está a trabalhar na questão das garantias de segurança na Ucrânia.

"A ideia é colocar soldados na segunda linha, não na linha da frente. Isso poderá ser combinado com uma operação multinacional, com contingentes não-europeus que estarão, eles sim, na linha da frente", acrescentou, referindo-se a um projeto que seria posto em prática "após o cessar-fogo".

A fonte indicou que o projeto não é franco-britânico, envolvendo outros países, nomeadamente a Dinamarca e os Estados Bálticos. Mas "a maioria, em termos de efetivos, seria fornecida por franceses e britânicos".

Os europeus receiam que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, termine a guerra na Ucrânia, iniciada pela Rússia há três anos com a invasão do país vizinho, em termos que sejam favoráveis a Moscovo, sem fornecer garantias de segurança a Kiev.

Segundo esses jornais, uma das condições para o plano seria a garantia de uma "cobertura aérea" dos Estados Unidos, para dissuadir a Rússia de violar o acordo.

O Exército francês ver-se-ia obrigado a mobilizar quase "tudo o que tem", em termos de equipamento e armamento, para assegurar esses destacamentos, indicou a fonte francesa, acrescentando: "Isso significa que não nos restaria muito em caso de a situação se deteriorar".

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, já anteriormente apelou para a presença de uma força ocidental de pelo menos 100.000 soldados.

Lusa

Elon Musk diz que Zelensky não convoca eleições porque "é desprezado" pelo seu povo e acusa-o de ser "alimentar dos cadáveres de soldados ucranianos"

Elon Musk, diretor do Departamento de Eficiência Governamental dos EUA, publicou uma mensagem na rede social X na qual acusa Volodymyr Zelensky de "alimentar-se de cadáveres dos soldados ucranianos" e garante que o presidente ucraniano "é desprezado" pelo seu povo.

Esta publicação surge na sequência das acusações proferidas por Donald Trump, que acusou de Zelensky de ser um ditador por não convocar eleições.

"Se Zelensky fosse mesmo amado pelo povo da Ucrânia, ele marcaria as eleições. Ele sabe que perderia de forma esmagadora, apesar de ter tomado o controlo de todos os media ucranianos", escreveu Musk, acrescentando que Trump "está correto ao ignorá-lo" e, dessa forma, "procurar a paz independentemente da repugnante e gigantesca máquina de corrupção" do presidente ucraniano que, acrescenta, "alimenta-se dos cadáveres de soldados ucranianos".

JD Vance diz que Trump quer uma paz “duradoura” e anuncia que está à beira de acontecer

JD Vance, vice-presidente dos EUA, descreveu hoje Donald Trump como o “presidente da paz” e garante que quando entra numa negociação "coloca tudo sobre a mesa".

"É muito bom negociador e muito bom empresário”, diz Vance, na conferência de Acção Política Conservadora, convencido de que a Europa está "à beira da paz".

“Como é que vão acabar com a guerra se não falarem com a Rússia?”, questionou o vice-presidente norte-americano como justificação para o facto e Trump ter iniciado conversações com a Rússia sem incluir a Europa e a Ucrânia na mesa das negociações.

Zelensky recebeu enviado dos EUA, mas conferência de imprensa foi cancelada a pedido de Washington 

Volodymyr Zelensky recebeu hoje em Kiev Keith Kellogg, enviado dos Estados Unidos para a guerra na Ucrânia, mas segundo a imprensa ucraniana a conferência de imprensa que estava prevista foi, afinal, cancelada a pedido de Washington.

Este seria o primeiro encontro entre representantes dos dois países depois de Donald Trump ter acusado o presidente da Ucrânia de ser um "ditador".

Mark Rutte diz que é fundamental haver "paz duradoura" na Ucrânia e fala em "papel vital" da Europa

Mark Rutte, secretário geral da NATO, assumiu hoje que a Europa tem "um papel vital" a desempenhar na paz e segurança na Ucrânia, acrescentando que é fundamental que qualquer acordo entre a Rússia e os ucranianos "traga uma paz duradoura" e garanta ainda que "a Rússia nunca voltará a tentar conquistar mais um quilómetro quadrado de terra ucraniana".

O líder da NATO admite que o mundo está a tornar-se “mais perigoso”, mas garantiu que a Aliança Atlântica continua pronta para dissuadir os conflitos. Contudo, para isso, considera que a Europa precisa de aumentar os gastos militares para 3% do PIB.

Secretário de Estado da Defesa britânico defende Zelensky lembrando Churchill

John Heale, secretário de Estado da Defesa do Reino Unido, defendeu Volodymyr Zelensky das acusações de "ditador" proferidas por Donald Trump, lembrando que o presidente ucraniano "foi um homem que, preso no seu país, liderou o seu país, e ainda o faz".

"Zelensky foi eleito. Ele é o líder eleito da Ucrânia e fez o que Winston Churchill fez na Grã-Bretanha durante a Segunda Guerra Mundial, suspendeu as eleições durante a guerra", recordou Heale na Noruega, onde assinou um acordo de Defesa.

"A nossa função é apoiar os ucranianos, apoiá-los na sua luta. E se eles escolherem negociar, apoiá-los também nessas negociações", sublinhou.

Ucrânia tem de "baixar o tom" e "assinar o acordo" de minerais, diz conselheiro de segurança nacional da Casa Branca 

Mike Waltz, conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, afirmou esta quinta-feira que a Ucrânia tem de "baixar o tom" e "assinar o acordo" de minerais, promovido pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

As declarações de Waltz à Fox News surgem depois da troca de acusações entre o presidente norte-americano e o seu hómologo ucraniano, com Trump a chamar Volodymyr Zelensky de "ditador sem eleições".

O conselheiro de segurança nacional de Trump considera que a reação da Ucrânia a um possível acordo sobre minerais e à forma como o presidente norte-americano está a promover as conversações de paz é simplesmente inaceitável, segundo a Reuters.

Waltz afirmou, no entanto, que as diferenças entre os EUA e a Ucrânia não são irreconciliáveis. “O presidente também disse o quanto ama o povo ucraniano”, afirmou.

Lula da Silva acusa Trump de querer "armar-se em imperador do mundo"

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, acusou hoje o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, de querer "armar-se em imperador do mundo" e pediu-lhe para "respeitar a soberania" dos países.

"A democracia, conquistada após a Segunda Guerra Mundial, é um parâmetro e um exemplo da melhor governação que tivemos nos últimos 70 anos, mas através da sua forma de agir, Trump está a tentar armar-se em imperador do mundo", disse Lula numa entrevista a Rádio Tupi, do Brasil.

"Trump foi eleito para governar os Estados Unidos, não o mundo", insistiu, citado pela agência francesa de notícias, a France-Presse (AFP), o chefe de Estado brasileiro.

As declarações de Lula da Silva surgem numa altura de grande tensão entre Donald Trump e o seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, num contexto de discussões entre os EUA e a Rússia sobre a guerra na Ucrânia.

Lula não mencionou diretamente o conflito na Ucrânia, mas disse que é "importante respeitar a soberania de cada país, porque isso fortalece a democracia".

Trump, continuou o chefe de Estado brasileiro, "está a tentar dar a sua opinião sobre todos os países, sobre todas as políticas públicas".

Sobre as recentes decisões em termos de política alfandegária da administração norte-americana, nomeadamente a imposição de tarifas mais elevadas, Lula da Silva salientou o aumento das tarifas sobre o aço, pedindo ao presidente dos EUA para "parar com esse protecionismo", e reiterando que haverá "reciprocidade" se Washington alterar o sistema fiscal que abrange os produtos brasileiros.

O Brasil é o segundo maior exportador de aço para os Estados Unidos, depois do Canadá.

"Todos os dias, ele ameaça outros países", lamentou Lula, pedindo a Trump que mostre "mais compreensão e amizade para com seus parceiros comerciais".

Lusa

UE reage às acusações de Trump dirigidas a Zelensky. “A Ucrânia é uma democracia, a Rússia de Putin não”

Numa troca de acusações com o presidente ucraniano, Donald Trump referiu-se a Volodymyr Zelensky como sendo "um ditador sem eleições". A União Europeia (UE) reagiu esta quinta-feira a estas declarações com uma "posição bastante direta e clara" sobre o assunto.

"O presidente Zelensky foi legitimamente eleito em eleições livres, justas e democráticas”, afirmou o porta-voz da UE, Stefan de Keersmaecker, citado pela AFP.

“A Ucrânia é uma democracia, a Rússia de Putin não”, vincou Keersmaecker, referindo que "não pode haver uma solução para a Ucrânia sem o envolvimento da Ucrânia, nem sem o envolvimento da UE”.

O porta-voz da UE justificou esta posição ao afirmar que “a segurança da Ucrânia é a segurança da União Europeia.”

António Costa em Kiev na segunda-feira para apoiar líder "democraticamente eleito"

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, vai estar em Kiev, na Ucrânia, na próxima segunda-feira, para assinalar o terceiro aniversário do início da invasão russa e reafirmar apoio ao Presidente "democraticamente eleito".

"Na segunda-feira, 24 de fevereiro, assinala-se o terceiro aniversário da invasão total da Ucrânia. Decidi estar em Kiev para essa ocasião, com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen", escreveu António Costa nas redes sociais.

O presidente do Conselho Europeu, ex-primeiro-ministro de Portugal, disse que a visita também tem o propósito de "reafirmar o apoio à heroica população ucraniana" e ao "Presidente democraticamente eleito, Volodymyr Zelensky".

O apoio ao "Presidente democraticamente eleito" tem especial relevância, depois de o Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, ter criticado Zelensky, considerando-o "um ditador" e rejeitando que tenha sido democraticamente eleito.

Lusa

Sánchez vai a Kiev na segunda-feira para "reafirmar o apoio de Espanha" a Zelensky

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, vai a Kiev na próxima segunda-feira para "reafirmar o apoio de Espanha à democracia ucraniana e ao presidente Volodymyr Zelensky".

A visita de Sánchez acontece no dia (24 de fevereiro) em que se assinala os três anos da guerra na Ucrânia.

A viagem à capital ucraniana foi anunciada por Sánchez numa mensagem publicada nas redes sociais, que termina com a hashtag #SlavaUkraini (“Glória à Ucrânia”).

Kremlin diz que envio de tropas dos países da NATO para a Ucrânia "é inaceitável"

O porta-voz do Kremlin afirmou esta quinta-feira que “a ideia de enviar tropas dos países da NATO para a Ucrânia é inaceitável para a Rússia”.

As declarações de Dmitry Peskov surgem depois de o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, admitir a hipótese de enviar tropas para o território ucraniano, no âmbito de um acordo de paz.

A "paz pode ser mais segura" com os EUA e a Europa, diz Zelensky

Depois da troca de acusações com Donald Trump, o presidente ucraniano considerou "crucial" que a "cooperação global com os EUA" continue a ser "construtiva”.

As declarações de Volodymyr Zelensky foram proferidas na habitual mensagem diária, publicada na noite de quarta-feira nas redes sociais, na qual referiu-se à reunião que vai ter hoje com Keith Kellogg, o enviado do presidente dos EUA à Ucrânia.

"É crucial que essa discussão - e a nossa cooperação geral com os EUA - permaneçam construtivas", afirmou.

"Juntamente com a América e a Europa, a paz pode ser mais segura, e esse é o nosso objetivo. Mas o mais importante é que esse objetivo deve ser partilhado pelos nossos parceiros, não apenas por nós", defendeu Zelensky.

"Russos têm as cartas na mão". Trump diz que Moscovo tem vantagem em qualquer negociação de paz

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que a Rússia tem as "cartas na mão" em qualquer negociação para acabar com a guerra na Ucrânia porque conquistou muitos territórios.

"Creio que os russos querem ver o fim da guerra, a sério que sim. Acho que eles têm as cartas na mão, porque tomaram muito território. Eles têm as cartas", disse Donald Trump à televisão pública britânica BBC a bordo do avião presidencial Air Force One.

Na quarta-feira, Donald Trump chamou ao presidente ucraniano Volodymyr Zelensky "ditador" por não ter convocado eleições no final do mandato, em maio do ano passado.

Elon Musk muito crítico em relação ao presidente da Ucrânia.
Farpas de Trump a Zelensky dão segunda vitória a Moscovo em 24 horas

Os processos eleitorais na Ucrânia estão suspensos, em conformidade com a Constituição do país, devido à invasão da Rússia.

As forças de Moscovo anexaram a península ucraniana da Crimeia em 2014 e lançaram uma campanha militar de grande escala em fevereiro de 2023. 

Na sequência dos comentários do chefe de Estado norte-americano, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer contactou com Zelensky na quarta-feira à noite defendendo-o como líder democraticamente eleito.

De acordo com o gabinete do chefe do Executivo britânico, Starmer expressou o apoio ao líder ucraniano comunicando que é "perfeitamente razoável" suspender eleições em tempo de guerra, como o Reino Unido fez na Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

As declarações de Trump sobre o homólogo ucraniano, assim como os contactos diplomáticos entre Washington e Moscovo, provocaram a reação imediata de Zelensky que disse na quarta-feira que o regime russo é mentiroso.

Nos Estados Unidos, vários políticos do Partido Republicano, incluindo Mike Pence, que foi vice-presidente dos Estados Unidos durante o primeiro mandato de Donald Trump (2017-2021), criticaram o chefe de Estado norte-americano por ter afirmado que a Ucrânia começou a guerra com a Rússia.

"A Ucrânia não começou esta guerra. A Rússia lançou uma invasão brutal e não provocada que custou centenas de milhares de vidas. O caminho para a paz deve ser construído sobre a verdade", escreveu Mike Pence nas redes sociais.

O antigo vice-presidente é um dos membros do Partido Republicano a opor-se abertamente ao presidente, com quem rompeu relações depois de Trump se ter recusado a aceitar os resultados das eleições de 2020.

Outros republicanos também se manifestaram contra as considerações de Trump sobre a Ucrânia.

John Bolton, ex-conselheiro de segurança nacional dos Estados Unidos durante o primeiro mandato de Trump, disse que as considerações sobre Zelenski e a Ucrânia são das afirmações mais vergonhosas já feitas por um Presidente norte-americano.

Adam Kinzinger, antigo congressista republicano, foi mais longe, considerando Trump traidor.

Lusa

Elon Musk muito crítico em relação ao presidente da Ucrânia.
Republicanos criticam Trump por ter deturpado o início da guerra na Ucrânia
Diário de Notícias
www.dn.pt