Rússia diz que lei de sanções dos EUA não ajuda nas negociações para a paz na Ucrânia
O alargamento das sanções dos EUA contra a Rússia, que permite impor tarifas de até 100% a quem compre energia russa, "não pode ter um impacto positivo" nas negociações entre Moscovo e Washington, afirmou este domingo, 20 de setembro, o Kremlin.
"A ratificação da lei norte-americana de novas sanções não pode definitivamente ter um impacto positivo [nas negociações], bem como nas perspetivas de uma solução pacífica para a Ucrânia", afirmou o porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov, em declarações citadas pela agência RIA Novosti.
Na passada sexta-feira, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ratificou uma lei aprovada pelo Congresso que alarga as sanções contra a Rússia e o Irão e permite impor tarifas de até 100% aos países que comprem energia russa.
O projeto, denominado Lei Lindsey O. Graham de Sanções à Rússia e ao Irão de 2026, prevê sanções contra funcionários, bancos e setores estratégicos da economia russa, além de medidas contra a denominada "frota sombra" de petroleiros utilizada para contornar as restrições ocidentais.
A lei, promovida pelo falecido senador Lindsey Graham, não estabelece automaticamente as tarifas, mas habilita o executivo a aplicá-las aos compradores de petróleo e gás russos, uma medida que afetará sobretudo países como a China e a Índia.
A iniciativa permite também sancionar entidades financeiras e outros intervenientes que ajudem a Rússia a contornar as restrições norte-americanas, além de alargar determinadas sanções financeiras contra o Irão.

