O parlamento da Roménia chumbou na segunda-feira à noite uma moção de confiança ao governo proposto pelo primeiro-ministro designado, Adrian Vestea, com apenas 189 deputados a votarem a favor o executivo de centro-direita, um número abaixo dos 233 necessários. O resultado desta votação aprofunda a crise política no país desencadeada em maio com a destituição do primeiro-ministro Ilie Bolojan após a aprovação de uma moção de censura.“A votação de hoje [segunda-feira] não foi a que esperávamos na Roménia. Mas o voto é soberano e eu respeito-o”, escreveu Vestea no Facebook. “47 dias sem governo já nos estão a custar muito: fundos europeus, confiança e tempo”.Vestea é já o segundo nome escolhido pelo presidente Nicusor Dan para formar governo desde maio - o primeiro foi Eugen Tomac, que também não conseguiu o apoio do parlamento - e a sua nomeação já tinha tido direito a um contratempo dentro do Partido Nacional Liberal, ao qual pertence, quando o seu líder, Ilie Bolojan, não escondeu o seu desagrado com a nomeação e deu instruções para que os seus deputados apoiassem este novo governo. “Jogos de bastidores e traições mostraram seus limites”, a firmou Bolojan após a votação, acrescentando que “o Partido Nacional Liberal mantém a sua proposta de investir um governo minoritário, baseado num pacto nacional que determinará as prioridades da Roménia para os próximos 6 meses”.O europeísta Nicusor Dan tem de nomear um novo primeiro-ministro designado nos próximos 60 dias, caso contrário poderão ser convocadas novas eleições. Cenário que quer evitar, já que a formação política mais bem posicionada nas sondagens é a eurocética Aliança para a União dos Romenos.A Lituânia está a passar também por uma crise política, que conheceu esta terça-feira, 23 de junho, um novo capítulo, depois do governo de centro-esquerda liderado pela primeira-ministra Inga Ruginene se ter demitido na sequência da decisão dos sociais-democratas terem decidido colocar um ponto final ao seu acordo de coligação com o partido populista Aurora do Nemunas. Esta é a segunda dissolução de governo no país desde as eleições de 2024.Ruginene vai liderar um governo interino até que seja formada uma nova coligação, chefiada pelo seu correligionário e líder do Partido Social-Democrata da Lituânia, Mindaugas Sinkevicius, embora oficialmente o seu nome deva ser selecionado pelo presidente Gitanas Nauseda, e depois apresentado ao parlamento. Após este processo, os deputados lituanos terão uma semana para votar o nome escolhido para liderar o governo. .Governo pró-europeu de Bolojan cai na Roménia .Primeiro-ministro da Lituânia demite-se no meio de investigação por corrupção