Reino Unido e França lançaram ataques aéreos contra Estado Islâmico na Síria
SGT LEE GODDARD HANDOUT/EPA

Reino Unido e França lançaram ataques aéreos contra Estado Islâmico na Síria

"Não há indicação de que o ataque tenha representado qualquer risco para os civis, e todas as nossas aeronaves regressaram em segurança", diz o Governo britânico.
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O Governo do Reino Unido anunciou este domingo, 4 de janeiro, o lançamento de ataques aéreos, em conjunto com a França, que tiveram como alvo os fundamentalistas do Estado Islâmico (EI) na Síria.

Num comunicado, o Ministério da Defesa britânico disse que, no sábado à noite, aviões militares dos dois países bombardearam uma instalação subterrânea no centro da Síria que tinha sido ocupada pelo EI.

"Os indícios iniciais são de que o alvo foi atingido com sucesso. Não há indicação de que o ataque tenha representado qualquer risco para os civis, e todas as nossas aeronaves regressaram em segurança", acrescentou o ministério.

O comunicado sublinhou que as aeronaves da Força Aérea Real (RAF, na sigla em inglês) britânica continuaram a realizar patrulhas sobre a Síria para "ajudar a prevenir qualquer tentativa de ressurgimento do movimento terrorista".

"Uma análise cuidadosa dos serviços de informação" identificou uma instalação subterrânea nas montanhas, a norte do sítio arqueológico de Palmira, usada pelo EI "provavelmente para armazenar armas e explosivos", referiu a nota.

Caças Typhoon FGR4 da RAF, apoiados por um avião-cisterna, juntaram-se a aeronaves francesas num ataque conjunto, usando bombas guiadas para atingir vários túneis de acesso à instalação, disse o ministério.

"Esta ação demonstra a liderança do Reino Unido e a nossa determinação em apoiar os nossos aliados para erradicar qualquer ressurgimento do [EI] e das suas ideologias perigosas e violentas", disse o Secretário da Defesa britânico.

"Esta operação, para eliminar terroristas perigosos que ameaçam o nosso modo de vida, demonstra como as nossas Forças Armadas estão prontas para agir, durante todo o ano, mantendo a Grã-Bretanha segura", acrescentou John Healey.

O comunicado não faz qualquer menção às autoridades de transição da Síria, não sendo até ao momento claro se o Governo de Damasco foi informado da operação.

As autoridades da Síria alegaram na quinta-feira ter frustrado operações suicidas e ataques do EI durante as celebrações do Ano Novo em várias províncias, mas sobretudo na cidade de Alepo, visando igrejas e outros locais de encontros de civis.

O Governo sírio disse ainda que o atacante suicida que matou um polícia na quarta-feira em Alepo, no norte do país, pertencia à organização fundamentalista islâmica.

O EI intensificou recentemente os ataques em zonas da Síria controladas pelas autoridades de Damasco, que emergiram da coligação de grupos rebeldes que derrubou o regime do ex-Presidente Bashar al-Assad, em dezembro de 2024.

As autoridades sírias realizaram no mês passado várias operações contra o grupo e reclamaram, em 25 de dezembro, a morte de um importante líder terrorista na região de Damasco.

Em novembro, a Síria aderiu oficialmente à coligação contra o EI, liderada pelos Estados Unidos, durante uma visita do Presidente de transição, Ahmed al-Sharaa, a Washington.

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