Rei Felipe VI  visitou o pavilhão desportivo da Câmara Municipal de Villamanta que acolhe 200 pessoas evacuadas das suas casas.
Rei Felipe VI visitou o pavilhão desportivo da Câmara Municipal de Villamanta que acolhe 200 pessoas evacuadas das suas casas.Foto: Mariscal/EPA

Rei Felipe VI de Espanha diz que Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia está a funcionar

Monarca espanhol elogiou a coordenação no terreno para combater os incêndios de Ávila, Madrid e Toledo. Sobre o mecanismo europeu, disse que "provavelmente será necessário reforçá-lo ainda mais".
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O rei Felipe VI de Espanha elogiou este domingo, 26 de julho, a “coordenação exemplar" de todas as administrações no combate aos incêndios de Ávila, Madrid e Toledo, que devastaram um património natural "incalculável".

O monarca apelou também a uma reflexão sobre o futuro para perceber "o que pode ser feito melhor" nos períodos em que não há incêndios e agradeceu aos países que estão a disponibilizar meios para ajudar a combater as chamas.

Acompanhado pela rainha Letizia, pela ministra para a Transição Ecológica e Desafio Demográfico, Sara Aagesen, pela presidente da Comunidade de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, e pelo presidente da Câmara Municipal de Villamanta, Mariano Núñez, Felipe VI visitou o pavilhão desportivo desta localidade, que acolhe cerca de 200 pessoas retiradas das suas casas devido ao incêndio ativo na serra ocidental da região de Madrid.

"Alguns estão há quatro dias fora de casa. Alguns perderam muitos dos seus bens. No conjunto, perdemos um património natural incalculável", afirmou.

Depois de assinalar que os focos continuam muito ativos e "com elevado risco", Felipe VI afirmou aos jornalistas que existem "alguns sinais positivos na evolução" da situação e no trabalho que está a ser desenvolvido por todos os meios mobilizados.

O rei agradeceu o trabalho de todos os serviços de emergência, começando pela Unidade Militar de Emergências (UME), que lidera a operação após a declaração da emergência nacional, mas também aos elementos da Proteção Civil, dos bombeiros, da Polícia Nacional, da Guarda Civil e aos voluntários.

"Todos estão a realizar um trabalho espetacular, profissional, dedicado e sacrificado, que deve ser agradecido e elogiado", considerou.

Felipe VI destacou ainda que a coordenação entre todas as administrações está a ser "exemplar", considerando que essa cooperação transmite "uma boa mensagem", porque "unidos é possível enfrentar qualquer risco".

O monarca disse ainda que estão a ser utilizados "todos os meios possíveis", humanos e materiais, para fazer face à situação.

Apelou igualmente à população para que "siga as indicações das autoridades" e colabore "na medida do possível", contribuindo, "dentro da responsabilidade de cada um", para que "a emergência dure o menos tempo possível e provoque o menor número de danos".

Felipe VI sublinhou que o Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia está a funcionar e considerou que "provavelmente será necessário reforçá-lo ainda mais", tendo em conta a situação de risco vivida simultaneamente por Espanha e França. "É preciso repartir esse esforço", afirmou.

Já a rainha Letizia considerou que, neste momento, "faz sentido ouvir atentamente os moradores para saber como se sentem, como foi essa saída precipitada de casa, para além da tristeza, da angústia e da incerteza que transmitem".

Espanha declarou a situação emergência nacional nas províncias de Madrid, Ávila e Toledo por causa dos fogos florestais, que já levaram a confinar ou a retirar de casa mais de 90 mil pessoas desde quinta-feira.

Além destes fogos em Ávila, Madrid e Toledo - que estão a ser combatidos como se fossem um só, por estarem em territórios vizinhos. As autoridades espanholas estão a alertar para a evolução nas últimas horas de um incêndio em Castellón, na região de Valência, no leste do país, que já levou a retirar de casa ou a confinar 15 mil pessoas.

Segundo o Governo de Espanha, já arderam este ano mais de 150.000 hectares no país e há registo de 32 grandes fogos florestais desde janeiro, multiplicando seis vezes os números do mesmo período de 2025.

Sublinhando estes números, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, voltou a defender e a pedir, como tem feito no último ano, um "pacto de Estado contra as alterações climáticas".

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