Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS)
Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS)EPA/SALVATORE DI NOLFI

"Profundamente preocupado" com surto de ébola no Congo, diretor-geral da OMS convoca comité de emergência

Surto de ébola na República Democrática do Congo já resultou em 131 mortes e 513 casos suspeitos. OMS vai convocar o comité de emergência para "aconselhar sobre recomendações temporárias".
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A Organização Mundial de Saúde (OMS) vai convocar esta terça-feira, 19 de maio, o seu comité de emergência para avaliar o surto de ébola na República Democrática do Congo, que resultou em 131 mortes e 513 casos suspeitos.

O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) disse estar "profundamente preocupado com a escala e a velocidade" da epidemia na República Democrática do Congo.

“Vamos convocar hoje o comité de emergência para nos aconselhar sobre recomendações temporárias", disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, no segundo dia da assembleia anual dos Estados-membros da OMS.

No domingo, a OMS declarou o surto como uma emergência de saúde pública de âmbito internacional (PHEIC, na sigla inglês), após terem sido registados mais de 300 casos suspeitos e 118 mortes nas províncias de Ituri e Kivu do Norte, na República Democrática do Congo (RDC), além de dois outros óbitos no vizinho Uganda.

Agência da União Africana declara emergência de saúde pública continental

A agência de saúde da União Africana declarou na segunda-feira à noite "emergência de saúde pública" continental em resposta ao surto de Ébola na República Democrática do Congo (RDC) e no Uganda.

O Centro de Controlo e Prevenção de Doenças de África (Africa CDC), num comunicado divulgado na noite de segunda-feira, "declarou oficialmente o surto em curso da estirpe Bundibugyo do vírus Ébola, que afeta a República Democrática do Congo e o Uganda, como uma emergência de saúde pública continental".

Esta declaração, segundo a agência de saúde, "fortalecerá a coordenação regional, facilitará a rápida mobilização de recursos financeiros e técnicos e consolidará os sistemas de vigilância e laboratoriais".

A agência de saúde manifestou ainda a sua preocupação com o "elevado risco de disseminação regional".

O ébola matou mais de 15.000 pessoas em África nos últimos 50 anos. Durante os surtos anteriores, a taxa de mortalidade variou entre os 25% e os 90%, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A estirpe do vírus responsável pelo surto atual chama-se Bundibugyo e não existe vacina ou tratamento específico para esta variante.

Os Estados Unidos anunciaram na segunda-feira que iriam reforçar os controlos sanitários nas suas fronteiras para combater o vírus.

O vírus ébola transmite-se através do contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, febre, vómitos, diarreia e hemorragias internas.

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS)
União Africana preocupada com surtos de Ébola e com possibilidade de propagação regional
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OMS diz que surto de ébola no Congo e Uganda é grave e existe risco de propagação internacional
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