Príncipe André deverá ser julgado por abuso sexual no final de 2022

O filho da rainha Isabel II vai ser julgado por abuso sexual nos EUA. Crimes terão ocorrido há 20 anos. Príncipe André nega todas as acusações.

O príncipe André, de 61 anos, deverá começar a ser julgado nos EUA por abuso sexual até ao final de 2022, disse, esta quarta-feira, o juiz responsável pelo caso.

Virginia Giuffre processou André alegando que o duque de York abusou sexualmente dela há mais de 20 anos, quando tinha 17 anos, então menor de idade de acordo com a legislação dos Estados Unidos.

O filho da rainha Isabel II não foi criminalmente indiciado e nega todas as acusações de que é alvo.

"Não posso dizer a data do julgamento neste momento", disse o juiz Lewis Kaplan aos advogados de ambas as partes numa comunicação feita por videoconferência, devido à pandemia. "Mas posso dizer que pode ser algures entre setembro e dezembro do próximo ano", acrescentou o magistrado.

Os advogados do duque de York e de Giuffre afirmaram que pretendem apresentar entre oito a 12 testemunhas cada um.

David Boies, o advogado de Giuffre informou que irá apresentar o depoimento de duas pessoas do Reino Unido, apesar de não ter informado quem, e que não acredita que será necessário uma intimação judicial para que compareçam para depor. "Espero que possamos conseguir que compareçam voluntariamente", disse Boies.

Giuffre alega que o financeiro Jeffrey Epstein a "emprestou" para seus amigos ricos e poderosos, como o duque de York, para fazer sexo.

Na ação judicial, Virginia Giuffre afirma que foi alvo de abusos sexuais por parte do príncipe André na casa que Epstein tinha em Nova Iorque, assim como na mansão situada na ilha privada do financeiro nas Ilhas Virgens e na casa de Londres de Ghislaine Maxwell, amiga do magnata.

De referir que Epstein morreu numa prisão de Manhattan, em 2019, enquanto aguardava o julgamento por tráfico de menores. As autoridades consideraram suicídio.

Por sua vez, Maxwell vai sentar-se no banco dos réus em Nova Iorque, a 29 de novembro, para responder às acusações de recrutamento de menores para Epstein. Ela declarou-se inocente.

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