O secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, garantiu esta terça-feira (3) que o Governo está a acompanhar “ao minuto, 24 horas por dia” a situação dos portugueses no Médio Oriente, na sequência da escalada de tensão provocada pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos ao Irão, que geraram instabilidade em vários países da região.Em entrevista à RTP, o governante afirmou que há atualmente 63 pedidos formais de repatriamento de cidadãos portugueses em Israel. “Temos tudo planeado para o executar a breve trecho”, disse, sem adiantar detalhes por razões de segurança.Segundo Emídio Sousa, está "tudo pronto" para um voo de repatriamento a partir da parte mais ocidental da região, “provavelmente através do Egito”. Na zona de Riade (Arábia Saudita), adiantou, decorrem também negociações para um eventual voo, ainda condicionado pelas condições de segurança no terreno.O secretário de Estado explicou que “o encerramento do espaço aéreo em vários pontos da região” dificultou a organização imediata de voos, mas “há corredores aéreos que começam a ser reabertos e alguns voos comerciais para a Europa já foram retomados”.“O Governo está a trabalhar com a TAP e outras companhias para avaliar a possibilidade de utilizar voos comerciais para o regresso dos portugueses”, em alternativa ou complemento a um voo fretado pelo Estado, acrescentou Emídio Sousa.400 cidadãos acompanhados pelos serviços consularesAlém dos 63 pedidos de repatriamento a partir de Israel, cerca de 400 cidadãos portugueses manifestaram junto das autoridades consulares a intenção de ser acompanhados e receber informação atualizada sobre a situação, revelou o governante. Estes cidadãos estão integrados em grupos de WhatsApp criados pelas embaixadas e serviços consulares portugueses na zona, para partilha de informações sobre segurança, reabertura de voos e eventuais soluções de saída.Emídio Sousa reforçou o apelo para que todos os portugueses que viajem para o estrangeiro se registem no Portal do Viajante e nos mecanismos de emergência consular. “Queremos que nenhum português, esteja onde estiver, se sinta isolado ou sozinho”, afirmou..Irão: “Não se esperam cortes de abastecimento de energia, mas Portugal vai apanhar por tabela com o aumento dos preços”.Pelo menos 787 mortos no Irão. França vai enviar sistema de defesa e uma fragata para Chipre