Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros
Paulo Rangel, ministro dos Negócios EstrangeirosFOTO: TIAGO PETINGA/LUSA

Portugal integra grupo de 12 países que anunciam sanções a colonatos israelitas na Cisjordânia

Num comunicado conjunto, os 12 Estados afirmam que a situação na Cisjordânia "está a deteriorar-se rapidamente perante níveis sem precedentes de violência de colonos e expansão de colonatos”.
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Doze países, entre os quais Portugal, confirmaram esta terça-feira, 8 de setembro, a intenção de introduzir restrições nacionais e apoiar medidas europeias que limitem o comércio de bens provenientes de colonatos israelitas na Cisjordânia.

Num comunicado conjunto divulgado pelos ministros dos Negócios Estrangeiros, os 12 Estados - Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Islândia, Irlanda, Noruega, Polónia, Portugal, Espanha, Suécia e Reino Unido - afirmam que a situação na Cisjordânia "está a deteriorar-se rapidamente perante níveis sem precedentes de violência de colonos e expansão de colonatos”. 

"Hoje, Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Islândia, Irlanda, Noruega, Polónia, Portugal, Espanha, Suécia e Reino Unido confirmam a sua intenção de introduzir restrições nacionais e/ou apoiar restrições europeias ao comércio de bens com colonatos considerados ilegais ao abrigo do direito internacional, ou de estarem a considerar ativamente estas e outras medidas, segundo os seus procedimentos nacionais", indicam os países signatários na nota conjunta.

Os 12 países exigem que o Governo de Israel "interrompa imediatamente a expansão dos colonatos e dos poderes administrativos civis", assegure a responsabilização pela violência de colonos e investigue alegações contra as forças israelitas.

O texto conjunto reconhece os "legítimos interesses de segurança de Israel" e reitera a condenação do ataque terrorista do Hamas de 07 de outubro de 2023, descrito como "o pior massacre antissemita desde o Holocausto".

Os signatários reafirmam o compromisso com a solução de dois Estados, "conforme as resoluções relevantes do Conselho de Segurança da ONU", que permita a Israel e a um Estado palestiniano "soberano, democrático e viável" viverem "lado a lado em paz, segurança e reconhecimento mútuo", dentro de fronteiras "seguras e internacionalmente reconhecidas".

O comunicado dos 12 países foi publicado quase em simultâneo com uma declaração do chefe da diplomacia britânica, Ed Miliband, no parlamento britânico para anunciar um novo regime abrangente de sanções, que visa proibir a importação de bens produzidos nos colonatos israelitas na Cisjordânia e sancionar empresas e indivíduos relacionados com a expansão dos colonatos.  

Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros
Governo britânico denuncia "limpeza étnica" e anuncia sanções contra colonatos israelitas na Cisjordânia
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