Imran Khan liderou o Governo do Paquistão entre 2018 e 2022, encontrando-se preso desde agosto de 2023
Imran Khan liderou o Governo do Paquistão entre 2018 e 2022, encontrando-se preso desde agosto de 2023EPA/RAHAT DAR

Paquistão: oito jornalistas e comentadores condenados a prisão perpétua

Tribunal considerou as oito pessoas culpadas de crimes relacionados com terrorismo ligados a atividades online, em apoio ao ex-primeiro-ministro Imran Khan, atualmente preso.
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Um tribunal antiterrorismo do Paquistão condenou, à revelia, esta sexta-feira, 2 de janeiro, oito jornalistas e comentadores à prisão perpétua. A decisão surge após o mesmo tribunal ter considerado que estas oito pessoas são culpadas de crimes de terrorismo online, em ações de apoio ao antigo primeiro-ministro paquistanês, Imran Khan.

A informação foi avançada pela agência Reuters, que até ao momento não tinha conseguido entrar em contacto com qualquer um dos jornalistas ou com os seus advogados. Documentos judiciais dão a entender que a maioria dos condenados estará fora do Paquistão, não tendo por isso mesmo comparecido a tribunal durante qualquer parte do processo.

As condenações, adianta a mesma agência, decorrem de casos ocorridos nos violentos protestos que, em 9 de maio de 2023, tomaram conta do país. Nesse dia, vários apoiantes de Imran Khan atacaram instalações militares depois da sua breve prisão. Desde então, o governo e os militares lançaram uma repressão generalizada ao partido de Khan e às vozes dissidentes, usando leis antiterrorismo e julgamentos militares para processar centenas de pessoas acusadas de incitação e ataques a instituições estatais.

No acórdão, o tribunal afirma que as ações dos acusados "se enquadravam no âmbito de terrorismo" ao abrigo da lei paquistanesa e que o material online promovia "medo e agitação" na sociedade.

Entre os condenados estão os ex-oficiais do exército que se tornaram YouTubers Adil Raja e Syed Akbar Hussain, os jornalistas Wajahat Saeed Khan, Sabir Shakir e Shaheen Sehbai, o comentador Haider Raza Mehdi e o analista Moeed Pirzada.

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