Opositor russo Dmitri Gudkov foge para a Ucrânia por temer perseguição do Kremlin

Dmitry Gudkov, de 41 anos, foi preso esta semana juntamente com outro opositor proeminente, Andrei Pivovarov, que foi retirado de um avião que estava pronto a partir para a Polónia.

O antigo deputado russo Dmitry Gudkov, opositor do presidente Vladimir Putin, revelou este domingo ter deixado o país e fugido para a Ucrânia, devido à pressão das autoridades em Moscovo antes das eleições parlamentares de setembro.

"Estou a aproximar-me de Kiev", escreveu Gudkov numa publicação no Facebook, acrescentando que fontes próximas do Kremlin lhe disseram que se não saísse do país seria preso no âmbito de um "falso" processo criminal que seria montado.

Dmitry Gudkov, de 41 anos, foi preso esta semana juntamente com outro opositor proeminente, Andrei Pivovarov, que foi retirado de um avião que estava pronto a partir para a Polónia.

O antigo deputado foi preso por um caso de renda não paga em 2015 e arriscava uma pena até cinco anos de prisão. Os seus apoiantes viram na detenção uma forma de punição pela sua intenção de se apresentar a votos em setembro.

Gudkov foi libertado na noite de quinta-feira sem acusação, numa decisão saudada pelo seu círculo próximo, mas terá recebido a sugestão de que não lhe seria permitido concorrer ao Parlamento este outono.

Em sentido inverso, Andrei Pivovarov permanece na prisão, depois de uma audiência judicial na última quarta-feira ter ordenado que fosse mantido em prisão preventiva por dois meses.

Pivovarov é o antigo chefe da organização Open Rússia, fundada pelo oligarca exilado e crítico do Kremlin Mikhail Khodorkovsky. No mês passado, a Open Russia anunciou a sua auto-dissolução, cessando as suas atividades na Rússia por receio de perseguição dos seus membros.

Os críticos do presidente russo, Vladimir Putin, denunciaram o desejo do Kremlin de 'limpar a casa' antes das eleições parlamentares de 19 de setembro, numa altura em que o partido Rússia Unida, que detém o poder, está a deslizar nas urnas - apesar da popularidade de Putin - devido à estagnação económica e a escândalos de corrupção.

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