Ómicron vai ser dominante em França em 2022

O primeiro-ministro francês anunciou que o certificado sanitário vai converter-se, a partir do início de 2022, num "certificado de vacinação", que apenas será aceite com a vacinação completa, e não com um simples teste negativo, como era até agora.

A variante Ómicron, cuja velocidade de propagação é "evidente nos vizinhos da Europa", "vai expandir-se muito depressa, ao ponto de se tornar dominante a partir do início de 2022" em França, disse esta sexta-feira o primeiro-ministro francês, Jean Castex.

"Não sabemos nada ainda desta variante: apesar de sua velocidade de propagação parecer muito mais elevada, ela não parece ser mais perigosa do que a variante Delta, e os dados que temos à disposição indicam que a cobertura completa da vacina, com a dose de reforço, oferece boa proteção contra as formas graves da doença", explicou Castex.

De acordo com o chefe de governo, o certificado sanitário vai converter-se, a partir do início de 2022, num "certificado de vacinação", que apenas será aceite com a vacinação completa, e não com um simples teste negativo, como era até agora.

Jean Castex também exigiu aos presidentes de câmara para não organizarem concertos nem espetáculos de fogo de artíficio durante as festas de fim de ano, altura em que será proibido o consumo de álcool nas ruas.

"Faço um apelo para que todos sejamos responsáveis", declarou o chefe de governo.

Por sua vez, o presidente Emmanuel Macron anunciou o cancelamento da sua viagem ao Mali para se reunir com o presidente de transição do país e celebrar o Natal com as tropas francesas destacadas naquele país africano.

"Esta decisão foi tomada por coerência com as medidas anunciadas a nível nacional", explicou a Presidência francesa, após uma reunião para avaliar as novas medidas para enfrentar a nova onda de coronavírus no país e a variante Ómicron.

Perante o avanço da Ómicron, a Alemanha classificou a França, bem como a a Dinamarca, como zonas de contágio "de alto risco", e passará a exigir, a partir de domingo, que os viajantes não vacinados que cheguem desses países realizem um período de quarentena, com a possibilidade de realizar um teste a partir do quinto dia, anunciou o Instituto de Vigilância Sanitária alemão.

Mais de 121.000 pessoas já morreram de covid-19 na França desde o início da pandemia, numa uma população total de 67 milhões. Quase 90% dos indivíduos maiores de 12 anos estão vacinados, um dos índices de cobertura vacinal mais altos da União Europeia.

Segundo fontes próximas do caso, uma rede que criou entre 5 e 10 mil certificados sanitários falsos, com um lucro estimado em 2 milhões de euros, foi parcialmente desmantelada no início de dezembro na França.

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