Oligarca ucraniano entre os feridos em explosão no Mónaco. Suspeito está em fuga

Oligarca ucraniano entre os feridos em explosão no Mónaco. Suspeito está em fuga

A explosão de um pacote que continha uma bomba feriu um casal e um adolescente. Vadim Ermolaev, um empresário ucraniano, ficou ferido com gravidade, segundo os media franceses.
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Vadim Ermolaev, um oligarca ucraniano, é um dos três feridos da explosão que ocorreu junto à entrada de um prédio no Mónaco na noite de segunda-feira, 29 de junho. Um casal, entre os 50 e os 60 anos, ficou gravemente ferido, e um adolescente de 13 anos também ficou com ferimentos devido à explosão de um pacote que continha uma bomba. O suspeito está em fuga.

O empresário, um dos homens mais ricos na Ucrânia, é um dos feridos graves, segundo noticiaram a AFP e a BFMTV, que citam fontes próximas da investigação. Vadim Ermolaev renunciou à cidadania ucraniana, tornou-se cidadão do Chipre, tendo sido alvo de sanções ucranianas em dezembro de 2023.

"Que eu saiba, esta é a primeira vez na história que um ato como este ocorre no Principado", lamentou o ministro de Estado monegasco, Christophe Mirmand. À AFP disse que engenho explosivo continha provavelmente parafusos e projéteis, indicando que a polícia estava a recolher provas.

O governante garantiu que "todas as medidas de proteção foram implementadas para aumentar o nível de vigilância dos serviços do Principado", após a explosão que ocorreu por volta das 21h00 locais (20h00 em Lisboa).

O príncipe Alberto II de Mónaco, citado pela Euronews, referiu-se à explosão como um "crime hediondo" e "um choque para toda a comunidade monegasca".

O governo do Principado referiu que a "forte explosão" foi provocada por uma "bomba numa encomenda" e que "um suspeito foi visto nas imagens de videovigilância a fugir em direção ao município de Beausoleil, em França".

Em conferência de imprensa, o ministro de Estado do Mónaco, Christophe Mirmand afirmou que, além dos três feridos, quatro pessoas foram assistidas no hospital devido à explosão.

O Ministério Público foi notificado e foi aberta uma investigação judicial, indicou o Executivo do Mónaco num comunicado divulgado nas redes sociais.

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