Oligarca russo pagou celebrações do casamento do filho de Trump
O casamento de Donald Trump Jr., filho do Presidente dos EUA, terá sido pago por um oligarca próximo do líder russo, Vladmir Putin, denunciou o órgão noticioso norte-americano ProPublica.
O órgão teve acesso aos registos de pagamento e entrevistou três fontes ligadas ao evento, que decorreu no fim de maio deste ano. Tudo isto revelou que Umar Kremlev, presidente da Associação Internacional de Boxe (IBA), financiada pela Gazprom, pagou centenas de milhares de dólares dos gastos com o casamento, incluindo o arrendamento de uma ilha das Bahamas.
Kremlev pagou pelo copo de água, pela estadia dos cerca de 50 convidados e pelo espetáculo de fogo de artifício. Para além disto, a sua equipa terá mesmo ajudado a planear tudo, noticiou a Propublica. Entre os convidados estava o irmão Eric e o genro do Presidente, o gestor Jared Kushner. O presidente norte-americano não terá ido ao casamento.
O órgão noticiou também que todos estes pagamentos ligados ao casamento vieram de uma entidade sediada no Dubai que é usada pela IBA para transações financeiras. Esta associação, outrora a principal para aquele desporto, foi a primeira a ser expulsa pelo Comité Olímpico Internacional na sua história, tendo a decisão sido tomada devido a problemas financeiros e de gestão.
Questionado pela ProPublica, um porta-voz de Trump Jr. não negou estes pagamentos e sublinhou que o oligarca é "um amigo próximo" do filho do Presidente dos EUA, mas "não é alguém com quem tenha uma relação de negócios".
Já um representante de Kremlev falou no mesmo sentido, dizendo que os dois têm "uma relação de amizade" mas que o russo "nunca discutiu assuntos políticos com algum dos seus amigos e conhecidos americanos". O representante disse ainda que a IBA não pagou nada diretamente dos seus fundos.
A esposa de Donald Jr., Bettina Trump, publicou um post no Instagram para "esclarecer um pouco" as questões sobre o seu casamento. Na publicação, Bettina descreve Umar como "querido amigo" que "organizou, com grande generosidade, duas noites incríveis de celebrações" que ocorreram "depois do casamento".
"Foi um presente de casamento extraordinariamente generoso da parte de um amigo, e algo pelo qual ficámos e continuamos incrivelmente gratos", acrescentou, lamentando que "algo tão pessoal e feliz" fosse "reinterpretado como algo político ou sinistro simplesmente por causa de quem é ou de onde vem".
"A amizade não requer um motivo político. A generosidade não vem automaticamente acompanhada de segundas intenções. E, por vezes, um presente de casamento é simplesmente um presente de casamento", disse ainda.


